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terça-feira, 26 de julho de 2011

End Of An Era

Quinze de julho de 2011. Fim de uma era.

Como descrever tudo que eu senti na estréia de Harry Potter e as Reliquias da Morte Parte 2, nos dias que a antecederam e nos dias (e na vida toda) depois dela? Não dá, simplesmente. Porque nem eu entendi direito o que aconteceu comigo.

Toda a bipolaridade antes da estréia. Quero que chegue logo, quero que demore mais um ano, quero voltar para 2001 e viver tudo de novo. E fui me preparando, avisando todos da minha hiperatividade incontrolável que viria no dia da estréia (assim como das outras vezes), aceitando que ia desidratar de tanto chorar com tudo que aconteceria nessa segunda parte do filme. E aí veio a surpresa.

Hiperatividade? Que nada. Na fila, começou a cair a ficha de que era o último. A última vez que eu iria sentir aqueles sentimentos. A última chance de sentar no chão do cinema por horas a fio rodeada de amigos para esperar o que esperávamos a meses, mesmo que depois saíssemos todos xingando o roteirista. O último encontro com meus melhores amigos do mundo inteiro, aqueles que cresceram junto comigo e com quem eu aprendi a ser quem eu sou. Quieta, na fila, as lágrimas vieram. E eu abraçava cada amigo que fiz graças à esse mundo. Amigos com quem eu consegui uma amizade tão verdadeira quanto Harry, Rony e Hermione. O fim estava incomodantemente próximo e eu não aguentaria o choque.

Então o rosto de Lord Voldemort apareceu na tela, gigante, sem aviso, e as lágrimas para as quais eu tinha me preparado fugiram. Choque. Sem reação. Sentimentos indefiníveis. As pessoas ao redor choravam, soluçavam, ficavam sem fôlego. E eu ali, olhando para a tela, afundada na poltrona. Como o fim poderia ter chegado? Nenhuma lágrima derramada durante o filme, e depois, só muitos abraços nos amigos potterianos. Não chorar não significava que eu sentia menos, que não doía. Ao contrário, acho que a dor foi tão grande que ficou entalada. E ainda está presa, latente.

Uma vida. E nada mais será o mesmo. Não porque seja um fim, porque não é. Não quero acreditar que seja, não vou deixar que seja e, por isso, não vai ser. A magia sempre vai existir. "Nós perdemos Harry esta noite. Mas ele não se foi. Está aqui, em nossos corações", disse Neville, e sim, ele está. E no meu estará para sempre, em um lugar inantigível, inabalável, insubstituível. Devo quem sou à Joanne Kathleen Rowling. Ela me ensinou muitas coisas que o mundo parecia estar esquecendo, e não só à mim, mas à toda uma geração. O valor e a importância da amizade, lealdade, coragem e, acima de tudo, do amor. Não estranhe se o mundo melhorar, nem que seja só um pouquinho, na próxima década. JK é responsável por uma geração que aprendeu coisas simples, mas importantes, que com certeza devem fazer a diferença.

Harry Potter vai fazer parte de mim para sempre. Sempre terei um sorriso ao lembrar do menino magricela de óculos e testa rachada, da cdf sangue-ruim de cabelo volumoso e do ruivo traidor do sangue, sardento e de vestes de segunda mão. Sempre que eu quiser fugir do mundo terei várias chaves de portais em casa, encontradas em qualquer lugar entre "Sr. e Sra. Dursley eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado" e "Tudo estava bem".

Digo com o maior orgulho e felicidade do mundo que, sim, eu acompanhei Harry até o fim. Malfeito feito, sou pottermaníaca até a alma.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Blogueira Descomprometida

É, é, não posto aqui a sééééculos, devo ter perdido meus leitores, já. As pessoas perdem o costume de visitar o blog quando a gent enunca posta, compreensível.

Eu não sei o que aconteceu comigo. Bem, na verdade eu sei: muita coisa. Começando pela preguiça, pela falta de assunto e pelos zilhões de coisas que eu tenho que fazer. É, faculdade, agora sou gente grande (ou não). E agora que é final de semestre? Estupidamente cheia de coisas e trabalhos e coisas pra estudar. Mas eu tava com tanta saudades do blog...

De vez em quando isso acontece com o meu blog, quando eu tô a todo vapor (cof cof) eu paro do nada. Não me entendo. Mas eu sinto falta e quero voltar. Vou me esforçar.

Então, queridos leitores, o negócio é o seguinte. Pra eu poder postar mais regularmente e sempre eu vou começar a falar de coisas mais aleatórias. Claro que vai ter meus textos desabafo, pseudo-poéticos e tentativas de escrever bons contos, mas eu vou começar a falar de livros, filmes, moda, musica, meio ambiente, politica, copa. Enfim, tudo quando eu estiver disposta e com vontade HAHA Resta saber se isso vai funcionar e se eu vou continuar tendo vocês como leitores, né. Espero que sim!


Mudando de assundo, a Revista No Divã foi finalmente e triunfalmente lançada! Mais de 400 acessos só no dia do lançamento! Passem lá, aposto que vocês vão A-D-O-R-A-R! Uma revista digital feminina bem digna, que fala sobre cultura, moda, profissões, viagens e te ajuda a aprender a fazer várias coias legais na seção "Comofas?" e você pode desabafar e se jogar à vontade no "Divã King Size". Que tal, hein?
Vejo vocês por lá, e por aqui também!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Belém e suas peculiaridades


Belém é capital do estado e parece o ponto mais remoto do mundo. Imagina se não fosse.

Se você mora em Belém, você deve saber que mais de 70% da população jovem é pagodeira e/ou forrózeira e/ou bregueira. Se você não curtir nenhum desses estilos você já é considerado uma deslocada social. Mas tudo bem, você pode interagir com a galera underground/cult que gosta de coisas clássicas como bossa nova, beatles, rocks clássicos e coisas do tipo. Mas aí você é deslocada se não fumar/beber. Sem contar que aquela galera do pagodão e afins não diferencia estilos. Se você não for do estilo dele, você não é indie, punk, hype... nada. Você é emo. Todo mundo é emo nessa parada. Eu sou emo, e você?

Outra coisa: em Belém todo mundo se veste com o mesmo estilo, qualquer coisa fora dos padrões é uma grande anomalia. Uma meia-calça (até mesmo preta - imaginem uma colorida, ou uma arrastão) significa que você é retardada ou uma puta. Um vestido, digamos, mais retrô, com bolinhas e babados é igual a gala-sequisse. Por um simples óculos escuro de armação branca as pessoas te olham como se você fosse louca. Imagina então o que acontece quando você resolve sair de bota pela cidade? É, acostume com os olhares inquisidores ou ajuste-se aos padrões deles. Eu tô me acostumando aos olhares.

Minha cidade é assim. Por mais que seja a Metrópole da Amazônia é bem pacata e pequena. Todo mundo é conhecido de algum conhecido, você vê qualquer um na universidade e jura que já viu em algum lugar (deve ser primo daquela sua colega de sala ou algo do tipo), normal. E ô cidadezinha quente, hein. O pessoal do sul e sudeste reclamam do calor no verão, mas não sabem o que é viver no calor o ano inteiro. E com chuva todo santo dia. Chuva das 4h (aqui em Belém tem hora pra chover) e um sol de rachar, bem típico.
Mas sabe de uma coisa? Apesar de tudo isso, eu amo essa cidade linda. Sou apaixonada pelos seus cantinhos acolhedores, seu pôr-do-sol e seus túneis de mangueiras. Não nego que quero morar na Inglaterra, mas eu volto sempre aqui, podem apostar. Apesar de eu ser anormal só por andar com um laço no rabo-de-cavalo, eu amo muito tudo isso. E olha, se um dia vocês puderem (e quiserem), visitem Belém. Vale a pena, sério.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Carnaval assim #why

Imagem: Deviantart

Carnaval pra mim é feito de máscaras, fantasias, marchinhas e muita alegria. A partir de quando o carnaval vira bagaceira, todo mundo só se importa em bater seu recorde de quantas pessoas beijou e dançar marchinha é cafona e coisa de velho, eu prefiro ficar em casa, obrigada.

Talvez esse seja o motivo de eu estar meio fora dos círculos sociais: não bebo, não fumo, não me rasgo no funk e não ando com roupas curtas e coladas. Mas, cá entre nós, se esse for o modelo para se encaixar nesses grupos populares e tudo mais, sou muito mais feliz estando à margem da sociedade.

Nesse carnaval fui com a minha família a uma pequena cidade onde a única coisa que tem a se fazer é se jogar na bagaceira. Resultado: fiquei em casa. E quando todo mundo estava na sacada vendo o galerão passar se jogando e olhava para o outro lado, me deliciando com um lindo arcoíris que eu não via há muito tempo. Viagem paga pelo arcoíris que a cidade grande não me deixa ver. Um pequeno prazer de Amelie Poulain.

Agora minha meta para o ano que vem é um bom carnaval de fantasias e marchinhas, com pessoas legais, bonitas e sem rebolation. Volte daqui a um ano e eu conto se encontrei.



domingo, 15 de novembro de 2009

Choros, alegrias e despedidas

O fim do ano se aproxima, e esse ano não foi e nem será o melhor da minha vida: briguei, chorei, reclamei, morri de saudades, de preocupação e angústia. Mas também ri muito, brinquei, firmei amizades e construí outras. Ainda assim, 2009 será para sempre um marco na minha vida, como o meu último ano na escola no qual eu aproveitei o máximo possível o tempo com as minhas amigas, já que no próximo ano teremos destinos diferentes, caminhos diferentes (uma até vai embora para a Bahia!), mas continuaremos amigas para sempre.
Em 2009 eu finalmente subi no palco como resultado de muito trabalho. É uma sensação única e inesquecível. Nesse ano eu também decidi de uma vez por todas tudo o que eu quero da minha vida, que sem sombra de dúvidas é ser uma formadora de opiniões e conhecedora de artes, história e filosofia.
Ano que vem começa uma nova fase: faculdade, jornalismo, nada de matemática e eu vou ser mais uma vez uma garota tímida, chegando em um lugar novo, com pessoas que não conheço e ansiosa por fazer novas amizades.
2009 fica pra memória, levado para o resto da vida, com carinho e saudades porque, apesar dos pesares, é o fim de uma grande coisa - o ensino médio - que sim, é uma das melhores fases da vida.

Pauta para o Tudo de Blog: Retrospectiva! Agora que o final do ano está chegando, é hora de fazer um balanço: como foi o 2009 de vocês? O que fica de bom ou de ruim? O que aprenderam? O que vão querer esquecer?

domingo, 4 de outubro de 2009

A Última Carta

Queridos pais,
Espero que tenham prestado atenção na placa na porta do banheiro que avisava da concentração letal de monóxido de carbono, e também espero que o choque não tenha sido muito grande ao encontrarem meu corpo sem vida lá dentro.
Sei que deve ser difícil, mas entendam que este foi apenas um caminho que encontrei para que meu corpo acompanhasse minha alma já morta há muito tempo. Morta por esse colorido vão do mundo, onde palavras como amor perdem valor e se banalizam, e onde perceber meus pulmões se inflando de oxigênio já não é o suficiente para me sentir vivo.
Por favor, não se culpem pelo que fiz. Suas palavras eram as únicas que exalavam verdade, mas, mesmo assim, eram insuficientes para puxar-me de volta. Sentia-me num poço profundo e frio, no qual suas palavras se carinho, gritadas lá do alto, mantinham-me acordado, mas eu já estava tão sonolento que aquele lugar escuro tinha se tornado aconchegante e tudo que eu queria era dormir, porém aquela luz lá no alto me incomodava.Finalmente, consegui tapar a abertura e dormir em paz.
A morte normalmente assusta, mas para mim ela significa liberdade. Apenas a grande aventura seguinte. Tirem de suas cabeças a imagem daquele ser obscuro, por para mim ela veio como o abraço de um velho amigo.
Imagino a estranha potência dessas minhas palavras sobre vocês, e espero que elas os façam compreender o verdadeiro sentido do que fiz, e saibam que assim tudo será melhor.

Com abraços e amores eternos,
Seu filho.

N/A: Isso escrevi no curso de redação, e resolvi postar. Não estou tendo tendências suicidas, ok. beijos!

sábado, 13 de junho de 2009

Eu amo você, e você, me ama?


Sempre fui muito aberta para amizades. Algumas pessoas demoram anos para considerar alguém amigo, mas eu não. Faço amigos rapidinho. Embora, é claro, existam alguns niveis que não podem ser medidos de amizade, somos todos amigos.
Com minha grande tagarelice e falta de noção eu saio falando com as pessoas e logo somos amigos. Isso pessoalmente. Não sei porque, mas por mais que eu adore a internet e tenha sim alguns amigos(mesmo) que conheci virtualmente, eu sou sempre muito anti-social online. Não tenho assunto, não tenho o que falar e me distraio com um zilhão de outras coisas. As pessoas podem até achar que eu sou metida por demorar a responder, ou por responder monossílabamente, mas eu não tenho culpa de ser uma pessoa sem uma vida badalada, sem novidades e sem habilidade em puxar assuntos do vácuo. Mas eu tenho esperanças de um dia conseguir fazer amigos virtualmente com a mesma facilidade que faço pessoalmente.
Mas a inquietação que me fez escrever esse post não foi a minha atitude autista virtualmente, mas outra coisa. Eu amo tanta gente, mesmo, e falo por aí "Ah, Fulano e Ciclano são meus amigos", mas às vezes eu fico pensando se eu sou amiga deles. Como assim, Anne?
Bem, conversando com uma (antiga) amiga minha sobre (novos) amigos eu falei: "Bem, eu considero eles meus amigos, mas não sei se eles me consideram também", sacou, caro leitor? Aí fiquei pensando em quem me considera amiga, e tem um grande número de pessoas que tenho duvida.
O grande barato é que eu posso estar falando "Aaah, a Pafûncia é minha amiga!" e a dita cuja soltar em outro lugar "Anne Beatriz, uma menina que eu conheço aí." Legal, né?