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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Poderosas do Brasil

Hoje é dia de falar um pouco sobre moda. E falar um montão sobre orgulho. Qual o motivo? Eu explico.

A C&A está lançando uma campanha lindíssima de primavera/verão chamada de Poderosas do Brasil. A ideia da campanha é buscar inspiração no modo de ser e de vestir de brasileiras dos quatro cantos desse país. Para isso, a über-top model, Gisele Büdchen, visitou quatro capitais com costumes diversificados e pessoas diferentes, procurando o que há de especial nas mulheres de cada uma dessas cidades. As capitais escolhidas foram: Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belém!


O orgulho vem agora: a Poderosa de Belém é minha amiga Isadora Lourenço. E eu, claro, estou, desde que ela começou a se envolver com a campanha, fazendo o papel de amiga coruja e incentivando e acreditando no potencial que ela tem, talvez mais do que ela própria. 

Hoje a C&A lançou o episódio de Belém da campanha, contando um pouco da história e de quem é essa pretinha de olhos verdes. É incrível ver como eu entendo cada sorriso e cada expressão dela (e não apenas o tão paraense "Égua!", que a Isa acaba soltando e se enrola toda pra tentar explicar pra Gisele que diabos que é isso).


"O teatro é a minha vida". É assim que Isadora se apresenta no vídeo. E é assim que ela é. Eu posso dizer com orgulho que estive lá desde o ínicio, desde o embriãozinho dessa paixão. Vi seu primeiro papel, seu nervoso por subir no palco, suas crises, sua teimosia... Mas vi, acima de tudo, a Isadora crescer como atriz e ter coragem de assumir todos os seus sonhos, por mais loucos que eles possam parecer para a maioria. 


Isadora, tenho orgulho de ter trabalhado ao teu lado. Tenho orgulho de nossa performance desengonçada de Saltimbancos, de nossas Paixões de Cristo, das nossas crises - de choro e de riso - nos ensaios, e do nosso suor dado para fazer Hamlet. Só a gente sabe o quanto esse Príncipe da Dinamarca marcou as nossas vidas. E é claro que o orgulho só cresceu mais um pouco quando vi ali, aos 2'27" do vídeo, uma foto de nosso espetáculo preferido, porque foi feito por nós. Muito, muito sucesso na tua carreira e na tua vida. Tu mereces!

Agora, vamos todos assistir o episódio de Belém, que tá com uma fotografia linda! É-GU-A!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Feliz aniversário de todos nós pra tu!



Hoje, 6 de fevereiro de 2012, o blog faz 4 anos. No dia 06/02/2008 eu vim aqui, com toda a minha adolescência aos 15 anos fazer um blog e contar a minha vida para quem quisesse ouvir. Reclamar da vida, dos professores, do ensino médio. E, ah, não era o meu primeiro blog! Venho criando e deletando blogs desde os meus doze anos, até que finalmente finquei o pé nesse e aqui fiquei.

Nesses quatro anos nós vivemos muita coisa juntos. Só para assinalar que em 2008 o blog tinha outro nome, era o Fairy Poison. Só que o fato é que eu sempre quis esse nome nada pequeno que ele tem hoje, mas o problema era exatamente esse: achava ele grande demais. Até que eu criei coragem, mudei o nome e eis o Veneno de Fada Mordente. 


Em 2009 eu entrei no time de blogueiras do Tudo de Blog, da revista Capricho, o que foi uma experiência ótima! Mesmo o projeto tendo acabado no ano seguinte, eu conheci muita gente linda, legal, inteligente que continua junto comigo, sem perder o contato e tentando fazer coisa boa. Em 2010 fizemos a revista feminina digital No Divã que, por conta de alguns problemas internos, acabou-se em algum tempo. Mas agora só tenho uma coisa a dizer: respirem fundo e esperam! A No Divã tá tomando novas formas!


Claro que no meio desse tempo teve muitos hiatos de produção, tempos que eu fiquei sem atualizar nada. Ano passado foi o maior exemplo de tudo isso: no ano todo eu tive três posts! Entretanto, nunca tive coragem de deletar o blog. Ele carrega memórias e peso afetivo. Pode até criar teias de aranhas, mas lá um belo dia eu venho e limpo tudo. Foi o que aconteceu agora em 2012, não?

Quatro anos. E se eu for ler os meus textos de dois anos atrás eu já vou morrer de vergonha e querer enfiar a cabeça em um buraco, mas deixa lá. É memória, não? Minha, de mais ninguém, mas de alguma forma elas importam. Só espero que Veneno de Fada Mordente não tenha data de validade. Ou, caso tenha, que ainda esteja bem longe desse prazo.


Obrigada a vocês por me lerem, me aturarem e todas essas coisas mais. Juro que estou tentando ser uma blogueira melhor em 2012.

Feliz aniversário, Veneno de Fada Mordente!

terça-feira, 26 de julho de 2011

End Of An Era

Quinze de julho de 2011. Fim de uma era.

Como descrever tudo que eu senti na estréia de Harry Potter e as Reliquias da Morte Parte 2, nos dias que a antecederam e nos dias (e na vida toda) depois dela? Não dá, simplesmente. Porque nem eu entendi direito o que aconteceu comigo.

Toda a bipolaridade antes da estréia. Quero que chegue logo, quero que demore mais um ano, quero voltar para 2001 e viver tudo de novo. E fui me preparando, avisando todos da minha hiperatividade incontrolável que viria no dia da estréia (assim como das outras vezes), aceitando que ia desidratar de tanto chorar com tudo que aconteceria nessa segunda parte do filme. E aí veio a surpresa.

Hiperatividade? Que nada. Na fila, começou a cair a ficha de que era o último. A última vez que eu iria sentir aqueles sentimentos. A última chance de sentar no chão do cinema por horas a fio rodeada de amigos para esperar o que esperávamos a meses, mesmo que depois saíssemos todos xingando o roteirista. O último encontro com meus melhores amigos do mundo inteiro, aqueles que cresceram junto comigo e com quem eu aprendi a ser quem eu sou. Quieta, na fila, as lágrimas vieram. E eu abraçava cada amigo que fiz graças à esse mundo. Amigos com quem eu consegui uma amizade tão verdadeira quanto Harry, Rony e Hermione. O fim estava incomodantemente próximo e eu não aguentaria o choque.

Então o rosto de Lord Voldemort apareceu na tela, gigante, sem aviso, e as lágrimas para as quais eu tinha me preparado fugiram. Choque. Sem reação. Sentimentos indefiníveis. As pessoas ao redor choravam, soluçavam, ficavam sem fôlego. E eu ali, olhando para a tela, afundada na poltrona. Como o fim poderia ter chegado? Nenhuma lágrima derramada durante o filme, e depois, só muitos abraços nos amigos potterianos. Não chorar não significava que eu sentia menos, que não doía. Ao contrário, acho que a dor foi tão grande que ficou entalada. E ainda está presa, latente.

Uma vida. E nada mais será o mesmo. Não porque seja um fim, porque não é. Não quero acreditar que seja, não vou deixar que seja e, por isso, não vai ser. A magia sempre vai existir. "Nós perdemos Harry esta noite. Mas ele não se foi. Está aqui, em nossos corações", disse Neville, e sim, ele está. E no meu estará para sempre, em um lugar inantigível, inabalável, insubstituível. Devo quem sou à Joanne Kathleen Rowling. Ela me ensinou muitas coisas que o mundo parecia estar esquecendo, e não só à mim, mas à toda uma geração. O valor e a importância da amizade, lealdade, coragem e, acima de tudo, do amor. Não estranhe se o mundo melhorar, nem que seja só um pouquinho, na próxima década. JK é responsável por uma geração que aprendeu coisas simples, mas importantes, que com certeza devem fazer a diferença.

Harry Potter vai fazer parte de mim para sempre. Sempre terei um sorriso ao lembrar do menino magricela de óculos e testa rachada, da cdf sangue-ruim de cabelo volumoso e do ruivo traidor do sangue, sardento e de vestes de segunda mão. Sempre que eu quiser fugir do mundo terei várias chaves de portais em casa, encontradas em qualquer lugar entre "Sr. e Sra. Dursley eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado" e "Tudo estava bem".

Digo com o maior orgulho e felicidade do mundo que, sim, eu acompanhei Harry até o fim. Malfeito feito, sou pottermaníaca até a alma.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Um lugar onde eu não posso trazê-lo de volta

Foi tudo bastante estranho.
Quero dizer, não que eu não soubesse que isso ia acontecer, mas mesmo assim. Ver acontecer, e quando cai a ficha é tão... Ah, é indescritível.
O que aconteceu foi que meu avô materno, que já tinha seus 93 anos e era uma das pessoas mais sábias, lutadoras e admiráveis que eu já conheci, fui internado por causa de uma inflamação no pulmão e, depois de uma semana, foi transferido pra UTI. Meus tios se agoniavam, e eu travava ao ver minha mãe chorar toda vez que o estado dele piorava um pouco, ou ele passava por uma crise. E eu, quando passamos a ter aquela certeza de que estávamos só esperando a hora dele chegar, comecei a me agoniar muito. Eu nunca tinha perdido um membro tão próximo da família, e talvez eu tivesse explodido se não fosse pelo carinho e a paciência de minha amiga ao me ouvir desabafar.
Mas, no dia que minha tia ligou para a mamãe dizendo que tinham ligado e eles deviam ir para o hospital, eu sabia. No fundo, eu realmente sabia, mas logo não acreditei, e eu realmente alimentava esperanças que tivesse sido só uma crise um pouco pior que as outras, mas que fosse ficar tudo como antes. E eu tinha um compromisso na escola, com a comissão de formatura. Fiquei pertubada no colégio, até que o meu pai me ligou dizendo que iria me buscar. E enquanto eu esperava na porta do colégio eu chorei. Chorei, simplesmente. Minha amiga depois me disse que em quatro anos de intenso convívio era apenas a terceira vez que ela tinha me visto chorar, e não é de se espantar, eu não sou do tipo que chora fácil.
Abracei minha mãe, e me agoniava ao ver no velório um bando de pessoas que eu nunca tinha visto na minha vida irem lá enfiar suas caras feias para ver meu querido avô. Que diabos de importância ou presença elas tiveram na vida dele que iam lá, olhavam ele, comentavam e no canto riam, conversavam e curtiam um cafézinho?
Eu não quis ir olhá-lo. Preferi guardar as lembranças que tinha dele em vida, das suas risadas e histórias, do que ter que me lembrar para sempre de um rosto sem vida, sem nada. E quando eu entreouvi a conversa de alguém que dizia algo sobre o "corpo" eu chorei mais, e me revoltei com a situação. Droga, que meios de dizer, como se fosse apenas uma coisa empatando lugar. Ele fora um exemplo de homem e eu tenho orgulho de ser neta dele.
Sábado, dia 7, fará um vez do seu falecimento, e só agora eu tive coragem de escrever algo, ainda assim, com emoções a flor da pele. Mas eu fico feliz, por ter cessado o sofrimento dele, e ele estar num lugar melhor agora, junto com seus irmãos e pais.
Vô, obrigada por ter me dado tantos exemplos de coragem e caráter. Te amarei para sempre.