Mostrando postagens com marcador Dia-a-dia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dia-a-dia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

2011, você foi uma graça!

Será que já está muito tarde para fazer uma singela retrospectiva de 2011? Acho que não. Bem, eu não vou contar toda a minha vida nesse ano que passou, mas o que vai rolar agora é um top 5 dos momentos mais importantes, que mais valeram e que contribuíram para fazer de 2011 um ano bem cheio de lindeza.


1. Muvuca na Cumbuca


Mumbuca na o que?

A Muvuca foi a Semana de Comunicação da UFPA e o evento mais lindo que eu já pude vivenciar, e o melhor de tudo, organizar. Tudo foi feito por um grupo de doze estudantes que só aguentaram todos os estresses, as brigas e as reuniões de 12 horas por terem se tornado muito amigos. Foi uma experiência incrível poder trazer gente esperta e inteligente como Luli Radfahrer, Rogério Covaleski, Interney e a nonna Nair Bello para discutir a comunicação em várias dimensões aqui em Belém, num cantinho muitas vezes esquecido do país.

A Muvuca foi realizada entre os dias 11 e 14 de maio e foram quatro dias en-lou-que-ci-dos. Acordar cedo para chegar na Universidade às 7h30 da manhã, passar o dia inteiro correndo de um lado para o outro para arrumar tudo, fazer cobertura pra internet, apresentar as palestras, desarrumar tudo, organizar as coisas paro dia seguinte, fazer balanço, postar cobertura, para então ir dormir e começar tudo de novo na manhã seguinte. Mas, querem saber? Foi simplesmente lindo.

Essa foto foi tirada no momento em que tudo acabou e nós, a (des)organização, nos abraçamos e agradecemos por tudo que deu certo, por tudo o que nós construímos: o evento e a nossa amizade.

Em 2012 a Muvuca está de volta. Esperem só para ver mais um evento lindo.


2. Hamlet - Um espetáculo-depoimento


Crises, crises e mais um pouco de crises. É nisso que dá querer se meter em montar uma obra shakesperiana com uma proposta pós-moderna e um elenco tão pequeno e feminino. O elenco todo era formado por cinco garotas, sendo o próprio Hamlet interpretado por uma: eu. 

Choros, vontade de desistir, medo de não conseguir, pesquisas e leituras para construção de personagem. Foi uma ideia insana, mas que, no final, se mostrou uma experiência muito única e rica. A história do príncipe da Dinamarca e todas as suas inquietações humanas estão agora marcados para sempre na minha vida. Ser ou não ser. Essa sempre será a questão.


 3. Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II


O fim de uma era. O fim da história que me acompanhara desde os nove anos e que foi responsável, sem dúvida nenhuma, pela pessoa que eu sou hoje (seja quem for). A dor da perda foi tão grande que eu até tirei o blog do hiato infinito em que ele estava e escrevi um post com toda a minha alma, bem aqui.

Hoje, seis meses depois do final épico, eu sei que isso não foi o final de tudo porque, se depender dos fãs e amigos de Harry (e eu me insiro neste grupo com o maior orgulho), a magia nunca vai morrer. Eu vou cuidar  pessoalmente para que isso nunca aconteça. A história do menino magrela de óculos e testa rachada ficará marcado para sempre na minha alma. 


4. Amizade virtual real 


No dia 2 de setembro uma amizade virtual que já vinha sido construída há dois anos finalmente ganhou um encontro pessoal e um abraço de verdade.

Eu conheci a Thamy em 2009, quando nós duas éramos colaboradoras do projeto Tudo de Blog da Revista Capricho. O TDB acabou em 2010, mas a amizade continuou. Conversas sobre livros, filmes, séries, esmaltes, moda, romantismo-thermopoliano e outras coisas mais. Foi muito bom finalmente poder conhecer ela pessoalmente, mesmo que o nosso nada longo encontro não tenha passado de três horas, no aeroporto de Brasília. Eu estava lá, com todas as minhsa olheiras de uma noite mal-dormida, saindo de um voo às 6h da manhã e esperando outro que iria partir às 9h. A Thamy foi lá, acordou cedo e foi passar uma manhã de turista no aeroporto junto comigo. E nós ainda trocamos presentes! Cada uma levou um livro e eu ainda ganhei dois esmaltes!

As três horas foram ótimas e estamos planejando um próximo encontro que, dessa vez, dure mais. Só não sei qual é a viagem que sai primeiro, se é a minha para Brasília ou a dela para Belém. Vamos acompanhar.


5. Intercom - Recife


Sabe todas aquelas amizades lá da Muvuca? Essas e algumas outras mais fortificadas do que nunca nesses oito dias que passei convivendo com eles em Recife. 

Foi o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom, sediado na Universidade Católica de Pernambuco. E lá fomos nós dividir um quarto gigante de albergue, com 11 pessoas dentro e muito amor. Porque nós somos pobres universitários e ninguém tem dinheiro pra ficar pagando hotel na beira da praia em cidade turística. Mas todo esse tempo que passamos juntos foi impagável. Não queria por nada nesse mundo voltar para Belém, para meu trabalho, para meus estudos e para essa vida mais ou menos. No entanto, não tem jeito. A gente volta. Mas a amizade fica cada vez mais forte e necessária, e não tem nada que importe mais no mundo.

Em 2012 tem mais um pouco de Intercom e dessa vez é em Fortaleza. Espero que tenha albergues limpinhos por lá.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

You‘re welcome, 2012!


Ano novo e todo mundo promete parar de roer unhas, seguir uma dieta, arrumar um namorado e estudar mais. Eu nunca fui de ficar fazendo mil resoluções (até porque eu sei que não cumpriria metade delas), eu só espero toda vez que o próximo ano seja bom, que eu ganhe muitos presentes e não estou falando apenas materialmente. 2011, por exemplo, foi um ano particularmente ótimo e o grande presente que eu ganhei foram grandes amizades. Tem coisa mais importante?

Esse ano, porém, eu vou quebrar um pouco isso. Além de, claro, desejar um ano melhor ainda que 2011 (que eu tenho certeza que será), dessa vez eu tenho algumas pequenas resoluções e o Veneno de Fada Mordente está entre elas. Eu mal sei explicar o quanto eu senti falta disso aqui, mas eu quero muito ter isso de volta. Até porque eu não quero que o mundo termine e o meu blog esteja largado às traças. 2012, vida nova, blog antigo e amado. E eu tenho certeza que perdi todos os meus leitores, mas isso não importa agora, porque eu vou mesmo começar tudo praticamente do zero. Só não faço outro blog porque eu sou muito apegada sentimentalmente à esse e ao nome dele.

É isso. Feliz 2012. Feliz Veneno de Fada Mordente. Vejo vocês em breve.

terça-feira, 26 de julho de 2011

End Of An Era

Quinze de julho de 2011. Fim de uma era.

Como descrever tudo que eu senti na estréia de Harry Potter e as Reliquias da Morte Parte 2, nos dias que a antecederam e nos dias (e na vida toda) depois dela? Não dá, simplesmente. Porque nem eu entendi direito o que aconteceu comigo.

Toda a bipolaridade antes da estréia. Quero que chegue logo, quero que demore mais um ano, quero voltar para 2001 e viver tudo de novo. E fui me preparando, avisando todos da minha hiperatividade incontrolável que viria no dia da estréia (assim como das outras vezes), aceitando que ia desidratar de tanto chorar com tudo que aconteceria nessa segunda parte do filme. E aí veio a surpresa.

Hiperatividade? Que nada. Na fila, começou a cair a ficha de que era o último. A última vez que eu iria sentir aqueles sentimentos. A última chance de sentar no chão do cinema por horas a fio rodeada de amigos para esperar o que esperávamos a meses, mesmo que depois saíssemos todos xingando o roteirista. O último encontro com meus melhores amigos do mundo inteiro, aqueles que cresceram junto comigo e com quem eu aprendi a ser quem eu sou. Quieta, na fila, as lágrimas vieram. E eu abraçava cada amigo que fiz graças à esse mundo. Amigos com quem eu consegui uma amizade tão verdadeira quanto Harry, Rony e Hermione. O fim estava incomodantemente próximo e eu não aguentaria o choque.

Então o rosto de Lord Voldemort apareceu na tela, gigante, sem aviso, e as lágrimas para as quais eu tinha me preparado fugiram. Choque. Sem reação. Sentimentos indefiníveis. As pessoas ao redor choravam, soluçavam, ficavam sem fôlego. E eu ali, olhando para a tela, afundada na poltrona. Como o fim poderia ter chegado? Nenhuma lágrima derramada durante o filme, e depois, só muitos abraços nos amigos potterianos. Não chorar não significava que eu sentia menos, que não doía. Ao contrário, acho que a dor foi tão grande que ficou entalada. E ainda está presa, latente.

Uma vida. E nada mais será o mesmo. Não porque seja um fim, porque não é. Não quero acreditar que seja, não vou deixar que seja e, por isso, não vai ser. A magia sempre vai existir. "Nós perdemos Harry esta noite. Mas ele não se foi. Está aqui, em nossos corações", disse Neville, e sim, ele está. E no meu estará para sempre, em um lugar inantigível, inabalável, insubstituível. Devo quem sou à Joanne Kathleen Rowling. Ela me ensinou muitas coisas que o mundo parecia estar esquecendo, e não só à mim, mas à toda uma geração. O valor e a importância da amizade, lealdade, coragem e, acima de tudo, do amor. Não estranhe se o mundo melhorar, nem que seja só um pouquinho, na próxima década. JK é responsável por uma geração que aprendeu coisas simples, mas importantes, que com certeza devem fazer a diferença.

Harry Potter vai fazer parte de mim para sempre. Sempre terei um sorriso ao lembrar do menino magricela de óculos e testa rachada, da cdf sangue-ruim de cabelo volumoso e do ruivo traidor do sangue, sardento e de vestes de segunda mão. Sempre que eu quiser fugir do mundo terei várias chaves de portais em casa, encontradas em qualquer lugar entre "Sr. e Sra. Dursley eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado" e "Tudo estava bem".

Digo com o maior orgulho e felicidade do mundo que, sim, eu acompanhei Harry até o fim. Malfeito feito, sou pottermaníaca até a alma.

sábado, 14 de agosto de 2010

Respirar um pouco de arte!

Imagem: we♥it

Eu não sei se largar o teatro há uns cinco meses foi um erro. Talvez não. Às vezes me parece que foi a coisa certa que eu deveria mesmo fazer naquele momento. Era necessário. Acho que eu precisava espaerecer um pouco. Me afastar, limpar a mente. Sair para poder, então, sentir falta e sentir o valor e a importância daquilo.

Tenho sentido uma tremenda falta, um buraco na minha vida que eu tentei preencher por todos os meios. Pensei em voltar a estudar violão, pensei em voltar a fazer ballet. Dizia que precisava fazer alguma coisa, não aguentava viver mais só de universidade. Só depois eu percebi que eu realmente sentia falta de arte na minha vida. E pensando mais ainda eu descobri que por mais que eu conseguisse uma coisa ou outra, eu sentiria falta de uma coisa em especial: o teatro. Pronto, resolvi voltar.

Depois de tomada a decisão eu me senti fraca, por não ter sido firme em minha decisão de largar e ter voltado em menos de um semestre. Fiquei com medo do que as pessoas iam achar de mim. Não os meus amigos ou familiares, mas as pessoas do grupo de teatro. Se eles teriam me achado covarde ou impotente, assim como eu mesma me achava as vezes. Só que agora que acho que fui muito corajosa, para voltar a mostrar a cara lá, pedir para voltar e me decidir a enfrentar meu horário apertado para conciliar faculdade com teatro. Mas eu vou conseguir.

Devo me afastar um pouco da internet, mas eu não pretendo abandonar de vez, é claro. Eu ainda sou uma menina de internet, mas com menos tempo. E tenho projetos online para tocar: esse blog e minha colaboração para a Revista No Divã, que além do jornalismo e da arte são coisas importantes pra mim.

Agora eu me sinto bem, talvez um pouco ansiosa para o meu primeiro ensaio de volta para o TeatrodoAbandono, mas muito bem. Não vou participar como elenco da montagem já que todos os papéis estão divididos (Os Saltimbancos!), mas vou participar do treinamento do grupo e ajudra como assistente de direção e produção. Bom demais para mim, pode ter certeza.

Eu sabia que, quando sai do teatro há alguns meses, não era uma decisão para sempre. Eu gostava muito para abandonar tudo, sabia que um dia eu iria voltar. Mas não imaginava voltar tão cedo. Mas esse semestre que passou agora parece uma realidade paralela que vivi. Tenho certeza que vou ser mais feliz do que nunca ao pingar de suor dentro de uma sala de ensaio. Segunda é meu ensaio de volta, e o dia que eu preencho um buraco dentro de mim.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Posso gritar um palavrão?

Imagem: Getty Images

Eu queria ter o direito de me estressar. Sim, de ficar de mal-humor e irritadiça. Porque às vezes eu sinto que nem isso eu tenho.

O mundo pode estar se retorcendo todo à minha volta e formando uma gigantesca bomba prestes a explodir na minha cara. Eu posso estar cheias de obrigações, de prazos curtos, de aspirações, de sonhos e viver dando com a cara na parede, mas nada disso pode me afetar. Nem uns dias de TPM eu tenho direito, só porque eu acostumei vocês a nunca sofrer com isso? Isso cansa.

E eu tenho vontade de gritar. De dizer a plenos pulmões (e diafragma) que eu não sou assim. Que eu não sou inabalável, que eu não sou insensível, que eu não sou mais uma criança. Porque eu posso até ter sido inabalável e insensível por um bom tempo da minha vida, mas isso vem mudando, e espero que mude cada vez mais. Uma destruição para construir uma coisa maior, melhor. E eu posso não ser uma mulher adulta, independente, formada e auto-sustentável, mas eu não tenho mais 10 anos! Eu tenho sonhos (que talvez nem sejam mais sonhos, e sim planos, concretos, palpáveis e um dia realizáveis), tenho posicionamentos, tenho idéias formadas, tenho ideais. E tenho certa responsabilidade, disciplina e compromisso que compreendi serem coisas fundamentais.

Eu só queria pedir para que não me chamassem de doida, que quisessem me levar à um psicólogo só porque estou com o mundo nas costas e as lágrimas vêm aos olhos com mais facilidade e o tom de voz se eleva mais rapidamente. Eu juro que eu tento me controlar, mesmo. Ou será que eu acho lindo ficar irritada e estressada, com vontade de gritar e esganar a pessoa mais próxima? Acho que não. Eu não preciso de um psicólogo.

Alguém explica pra eles que eu preciso é de amizade, confiança e respeito, coisas que parecem não chegar até mim vindo deles. É tão simples, mas tão difícil. A vida é feita de contradições, assim como a arte. Só não sei se a vida imita a arte ou se é a arte que imita a vida.

sexta-feira, 19 de março de 2010

sun is in the sky

Imagem: Por-do-sol na baía do Guajará, por land.nick
Acho que todo mundo deveria reservar um momento do seu dia para olhar o céu. Principalmente durante o por-do-sol. Quinze minutos que fossem, com certeza faria você ser uma pessoa melhor.

Respirar, observar a lenta e linda mudança de cores e texturas, ouvir o barulho do vento, das cigarras, da cidade e pensar na vida. Ou não pensar em nada além daquilo que está vendo.

Eu gosto de fazer isso. Torço para as nuvens não cobrirem o sol, mas mesmo quando isso acontece é lindo de olhar. Cada dia é diferente, e observar esse infinito em um degradê do azul ao alaranjado nos proporciona uma sensação de plenitude e liberdade impagáveis. Sentir o vento no rosto e se sentir parte de tudo aquilo é único, incomparável, inexplicável.

Este texto está sendo escrito depois de meia hora de observação, com respiração profunda e cabelos ao vento.


A autora observa o céu sempre que pode e não sente como se estivesse perdendo tempo. Depois disso ela fica mais leve e animada para fazer qualquer coisa. Até escrever textos para o blog.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Belém e suas peculiaridades


Belém é capital do estado e parece o ponto mais remoto do mundo. Imagina se não fosse.

Se você mora em Belém, você deve saber que mais de 70% da população jovem é pagodeira e/ou forrózeira e/ou bregueira. Se você não curtir nenhum desses estilos você já é considerado uma deslocada social. Mas tudo bem, você pode interagir com a galera underground/cult que gosta de coisas clássicas como bossa nova, beatles, rocks clássicos e coisas do tipo. Mas aí você é deslocada se não fumar/beber. Sem contar que aquela galera do pagodão e afins não diferencia estilos. Se você não for do estilo dele, você não é indie, punk, hype... nada. Você é emo. Todo mundo é emo nessa parada. Eu sou emo, e você?

Outra coisa: em Belém todo mundo se veste com o mesmo estilo, qualquer coisa fora dos padrões é uma grande anomalia. Uma meia-calça (até mesmo preta - imaginem uma colorida, ou uma arrastão) significa que você é retardada ou uma puta. Um vestido, digamos, mais retrô, com bolinhas e babados é igual a gala-sequisse. Por um simples óculos escuro de armação branca as pessoas te olham como se você fosse louca. Imagina então o que acontece quando você resolve sair de bota pela cidade? É, acostume com os olhares inquisidores ou ajuste-se aos padrões deles. Eu tô me acostumando aos olhares.

Minha cidade é assim. Por mais que seja a Metrópole da Amazônia é bem pacata e pequena. Todo mundo é conhecido de algum conhecido, você vê qualquer um na universidade e jura que já viu em algum lugar (deve ser primo daquela sua colega de sala ou algo do tipo), normal. E ô cidadezinha quente, hein. O pessoal do sul e sudeste reclamam do calor no verão, mas não sabem o que é viver no calor o ano inteiro. E com chuva todo santo dia. Chuva das 4h (aqui em Belém tem hora pra chover) e um sol de rachar, bem típico.
Mas sabe de uma coisa? Apesar de tudo isso, eu amo essa cidade linda. Sou apaixonada pelos seus cantinhos acolhedores, seu pôr-do-sol e seus túneis de mangueiras. Não nego que quero morar na Inglaterra, mas eu volto sempre aqui, podem apostar. Apesar de eu ser anormal só por andar com um laço no rabo-de-cavalo, eu amo muito tudo isso. E olha, se um dia vocês puderem (e quiserem), visitem Belém. Vale a pena, sério.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Finalmente o que eu esperava ansiosamente por muito tempo aconteceu: passei em jornalismo, baby! Em, 3º lugar! Com 9,5 na redação! UHULL - OK, agora sem exibicionismos.
Tantas coisas aconteceram antes disso... Fiquei dias aflita tendo que decidir entre um sonho e outro, com medos das coisas não darem certo. Chorei, resmunguei, conversei com meu espelho e com meu cachorro, mas eu tive um final(ou começo!) feliz. Vou estudar na faculdade que eu queria, continuar com os grandes sonhos do grupo de teatro, estudar inglês, depois francês, talvez ballet e me preparar psicologica e financeiramente para um possível intercâmbio. A Rainha que me aguarde!
Hoje vou fazer minha matrícula(!)na universidade e dei um passeio pelo campus. A biblioteca é linda, grande e absoluta(!!)e tem uma estrutura gigante em laboratórios para Comunicação Social: TV, rádio e jornal.(!!!)Tô feliz com o que me aguarda, mesmo.
Algumas pessoas desafortunadas tentam estragar meus sonhos, botando grandes barreiras em tudo e dizendo que eu quero demais. UMA OVA. Eles que são pequenos demais para alcançar altos vôos. e como eu estou lá em cima, tão longe, eu que pareço pequena aos seus olhos. Coitados.
Tanto faz. Sabem de uma coisa? Eu tô pouco ligando pra isso. Eu sei o que eu quero, eu vou em frente e tentar, e vou conseguir. Seguir um caminho não desejado pelos meus pais, longe do Direito e da Medicina: Jornalismo, Arte, História... conhecimento. E farei o que puder para passar esse conhecimento adiante. Essa é a minha vida.
Aliás, acho que já estou falando demais.