terça-feira, 15 de setembro de 2009

Luz, câmera, imaginação!


Música instrumental, magia e brilho nos olhos. Isso seria essencial no roteiro da minha vida, se ela se passasse nas telonas.
A protagonista seria uma garota ativa, sempre com um sorriso nos lábios e que veria o mundo por cores mais belas. Nessa parte, a música aceleraria e cresceria, ficando eletrizante, no mesmo ritmo do coração acelerado da garota que correria por um grande campo de morango, brincando como uma criança. Ela abraçaria as amigas, as coisas mais importantes na sua vida, e juntas elas ririam da vida, de coisas que fazem pessoas menos afortunadas se roerem de raiva.
Na próxima cena ela estaria em casa, lendo um livro, enquanto a trilha sonora seria calma, porém marcante. Ela olharia para o céu, imaginando seu futuro, e uma cena em preto e branco ilustraria seus pensamentos: ela, na maior roda gigante do mundo, olhando a cidade mais linda, onde residiria.
A garota voltaria a sua realidade, e pensaria em seus medos, suas barreiras e aflições, acompanhada por uma melodia suave. A câmera entraria num close e mergulharia no seu brilho olhar, fazendo o grand finale com uma trilha forte, algre e exuberante. Ela superaria os medos e atingiria os céus, com diamantes.

Pauta para o Tudo de Blog: "E se sua vida fosse um filme?"

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Amigos para sempre. Só isso.


Ele é o bendito fruto entre as mulheres. Dentre todas as minhas amigas, lá está ele, sabendo de tudo e participando das conversas. E ele não é gay, é sério. Só um grande amigo, confiável e divertido, que está sempre ali do lado, e a gente sabe que pode contar com ele para o quer der e vier.
Imagine só se um dia ele viesse a se apaixonar por mim. Logo eu, a mais extrovertida de todas, mas também a mais medrosa e retraída quando o assunto é sentimentos. Além disso, seria praticamente um caso de incesto. Ele é mais irmão que o meu próprio irmão! Então, se por uma ironia do destino meu melhor amigo se apaixonasse por mim, eu não iria com pactuar com isso.
Primeiro eu iria tentar fingir que aquilo não acontecia, mas se eu não conseguisse evitar uma conversa, eu diria que eu o amo muito, mas como um amigo, um irmão, e que eu não gosto nem de pensar na possibilidade de que alguma coisa possa estragar a nossa amizade, porque eu quero ser amiga dele para sempre. A partir disso, eu iria rezar para que ele me entendesse, abrisse um sorriso bem grande e dissesse "Tudo bem. Melhores amigos para sempre".

Pauta para o Tudo de Blog: E se seu melhor amigo se apaixonar por vocês? Vale a pena investir na relação e arriscar perder o BFF caso a história não dê certo? Ou melhores amigos fazem parte dos impegáveis por natureza?

domingo, 23 de agosto de 2009

Fadas mordentes também amam


Eu me incomodo profundamente com pessoas que duvidam do meu amor por Skandar Keynes. Ficam dizendo por aí que só achar ele bonitinho não é amar, nem ser fã. Eu concordo, mas quem foi que falou que eu só acho ele bonitinho? Droga, eu amo ele pelo que ele é, e não por quem ele é. Gosto das piadas sem graça e da hiperatividade(que eu confeso que compartilho isso com ele). Amo ele por ser ativista e por ele por ter amigos ótimos, e ser leal. E claro, que o fato de ele ser lindo e ter os olhos castanhos mais profundos que eu já vi na minhas vida contribui muito.
E sabem porque eu amo esse inglesinho de 17 anos? Porque ele se enche de café, fica hiperativo e cai da cama Porque ele me faz bem. É tão grande a alegria que inunda a minha alma toda vez que eu vejo uma foto, um sorriso, escuto uma gargalhada. Meu coração saltita toda vez que ele posta alguma coisa do twitter e eu fico lá, toda boba respondendo os tweets dele como de estivéssemos tendo uma conversa íntima. Mas não importa, porque imaginar que ele tá comigo, saber que ele tá feliz é o que me interessa.
Obrigada à Georgie Henley e ao William Moseley, por serem tão legais, por fazerem o Skandar rir e me fazer rir junto. Bem, na verdade a Georgie ri mais dele do que com ele. Obrigada às minhas amigas por aturarem tanto eu falar dele (ué, mas eu aturo elas falando do Robert e do Christopher, porque não me aturariam?). E no dia quem que eu casar com o Skandar, e nós tivermos 3 capetinhas filhos lindos com tendência a hiperatividade, vamos todos tomar o melhor café brasileiro e comer muito chocolate. Vamos passear em Londres elétricos e vamos ser citados como "A feliz família Keynes".
Mas enquanto esse dia não chega, eu fico aqui, rindo dele e com ele, rindo da Georgie e considerando ela como uma amiga de infância, e imaginando o dia em que eu vou estar lá no London Eye com ele, e eu vou olhar naqueles olhos castanhos profundos, me perder lá dentro e sussurrar "I love you, Skandar".

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ode às melhores amigas


Eu sempre fui muito voltada para mim mesma. Meus problemas, minhas preocupações. E eu nem dividia nada com ninguém. Mudei um pouco, sai um pouco do centro no meu umbigo, mas continuo guardando muita coisa dentro de mim, não por desconfiança ou coisa do tipo, mas por desconforto ao se expressar. É, por mais que eu seja aquela garota que fala, ri, tem amigos e é extrovertida, meus segredos eram só meus, e ninguém tocava. Agora eu já jogo boa parte de tudo em cima das minhas melhores amigas e digo: "Deixa de moleza, carrega junto comigo". E elas carregam, com a maior boa vontade e companheirismo.
Acho que só agora eu entendo o verdadeiro sentido de uma amizade pura e sincera. Eu realmente não poderia pedir amigas melhores. Agradeço à elas sempre, por tudo que fazem por mim e faço elas lembrarem do quanto eu as amo. Eu nunca achei que eu poderia ser tão amiga assim de alguém. A ponto de conhecer mais ela do que ela própria e vice-versa. Mas é tão bom. É confortante saber que, naquelas horas que tudo que a gente mais quer é gritar e xingar o mundo(ou só alguns habitantes dele), elas estão ali, prontas para me estender a mão.
E eu me surpreendo comigo mesma, quando percebo que meu coração fica apertado, minha expressão fica mais dura só de ver uma delas triste e saber que eu não posso fazer quase nada para ajudar, porque não depende de mim. Mas eu fico angustiada (e aqui meus olhos começam a ficar molhados), e, mais uma vez, digo: "Calma. Eu te amo, amiga".
Obrigada por serem quem são, por entenderem quem eu sou e aceitarem meus defeitos. Obrigada por estarem ao meu lado para o que der e vier. Sei que nós, sem clichês, seremos amigas para sempre. E sempre.

A autora dedica esse post à Amanda e Luna, suas melhores amigas no mundo inteiro.

PS: Depois de realmente séculos sem postar eu praticamente bati minha cabeça na parede e decidi que tinha de vir aqui, e sem um tema definido comecei a escrever a primeira coisa que veio na minha cabeça. E saiu isso aí. Obrigada pela paciência na minha ausência, eu vou responder todos os comentários anteriores, beijocas mágicas!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Melhor só do que mal acompanhada


“Alô? Eu gostaria de contratar um amigo, só por hoje. Aham. Aceita Mastercard?"

Eu tremo só de pensar de um fazer uma ligação dessas. Eu sou estupidamente dependente dos meus amigos. Não que eu precise deles para amarrar o cadarço do meu tênis, não é para tanto. Mas eu preciso deles para rir, falar besteira, falar coisas sérias, desabafar, fofocar e às vezes levar um bom puxão de orelha. É, amigos servem para isso. Para nos entender e fazer o que for melhor, mesmo que nos magoe um pouco a hora. É uma daquelas coisas que não tem preço.

Então, para que serve gastar dinheiro contratando um amigo? Ele não te conhece, não te entende, não sabe o que te magoa ou faz rir. Não é um amigo, na verdade. Nesse caso eu acho melhor sair sozinha e comprar uma boa barra de chocolate. Ou um cachorro, que é um amigo que pede tão pouco pra nos amar, de verdade. É, pensando bem é sempre melhor um cachorro.


Pauta para o TDB: Um grupo de amigos se juntou e montou o “Amigos de Aluguel”, um serviço oferecido para quem precisa de companhia para passear, fazer programações legais ou viajar. Vocês acham isso legal? Vocês contratariam o serviço se precisassem de companhia para algum evento ou programação? Ou é “coisa de desocupado”, afinal amizade não se compra de jeito nenhum?

sábado, 13 de junho de 2009

Eu amo você, e você, me ama?


Sempre fui muito aberta para amizades. Algumas pessoas demoram anos para considerar alguém amigo, mas eu não. Faço amigos rapidinho. Embora, é claro, existam alguns niveis que não podem ser medidos de amizade, somos todos amigos.
Com minha grande tagarelice e falta de noção eu saio falando com as pessoas e logo somos amigos. Isso pessoalmente. Não sei porque, mas por mais que eu adore a internet e tenha sim alguns amigos(mesmo) que conheci virtualmente, eu sou sempre muito anti-social online. Não tenho assunto, não tenho o que falar e me distraio com um zilhão de outras coisas. As pessoas podem até achar que eu sou metida por demorar a responder, ou por responder monossílabamente, mas eu não tenho culpa de ser uma pessoa sem uma vida badalada, sem novidades e sem habilidade em puxar assuntos do vácuo. Mas eu tenho esperanças de um dia conseguir fazer amigos virtualmente com a mesma facilidade que faço pessoalmente.
Mas a inquietação que me fez escrever esse post não foi a minha atitude autista virtualmente, mas outra coisa. Eu amo tanta gente, mesmo, e falo por aí "Ah, Fulano e Ciclano são meus amigos", mas às vezes eu fico pensando se eu sou amiga deles. Como assim, Anne?
Bem, conversando com uma (antiga) amiga minha sobre (novos) amigos eu falei: "Bem, eu considero eles meus amigos, mas não sei se eles me consideram também", sacou, caro leitor? Aí fiquei pensando em quem me considera amiga, e tem um grande número de pessoas que tenho duvida.
O grande barato é que eu posso estar falando "Aaah, a Pafûncia é minha amiga!" e a dita cuja soltar em outro lugar "Anne Beatriz, uma menina que eu conheço aí." Legal, né?