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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma dose de sonhos, por favor.



Ver a alegria mais pura de um pote de sorvete e risadas com os amigos. Sorrir como nunca ao se jogar no chão para brincar com filhotes de cachorro. Correr, dançar, pular, cantar. Tudo isso deveria ser livre, permitido, natural. Na verdade, ainda é, mas algumas pessoas tem a tendência de deixar isso de lado.

Por muito tempo eu acreditei que minha missão nesse mundo era fazer as pessoas lembrarem sempre de sonhar. De ver a beleza nas coisas mais simples, naquelas coisas que ficam escondidas com o turbilhão do mundo. Sendo missão ou não, o fato é que me abala profundamente ver as pessoas desistindo dos sonhos, desistindo da vida. Entregando tudo de bandeja como se não houvesse saída alguma.

Levante-se! Faça barulho! Acredite em si mesmo! Acredite que o mundo pode ser um lugar melhor, porque ele pode. Ah, mas a vida não está facilitando? Simples, não facilite pra vida também. Não dê o braço a torcer. Não faça da desistência algo natural e inevitável.

Faça um favor a mim e a si mesmo: não desista. Não simplesmente aceite os fatos como eles são. Corra atrás, sonhe, voe alto. Tenha um brilho inextinguível no olhar e carregue a magia consigo. Porque, sim, enquanto guardarmos momentos com amor e acreditarmos que a magia existe, ela existirá. Sempre.

É fácil ser otimista pelos outros, mas tente ser otimista por si mesmo. E lutaremos por um mundo em que sonhar seja o mesmo que viver.

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Para finalizar, dois vídeos que me inspiram muito. O primeiro eu já gravei o nome há muitos anos e sempre que estou precisando eu vou lá assistir. Já o segundo eu vi a poucas horas e foi uma das inspirações para esse post.

1- A Knock at the Door
 

2 - Vídeo Promocional do canal Gloob

domingo, 11 de março de 2012

Na estante - Parte II

Cá estou para mostrar mais uma fatia da minha estante para vocês. Mas eu juro que dessa vez eu vou tentar falar menos.
Biografias
Primeiro, a parte biográfica. A dos Beatles é uma coisa gigante que mais de mil páginas que eu comprei há uns três anos juntando todas as economias de uma vida inteira. Mas é linda! Só que o problema é justamente esse: é grande demais. Daí eu não posso andar com ela na mochila para todo o canto, então é um livro de só se ler em casa e isso atrasa a minha leitura dele, porque onde eu mais leio é no ônibus e na rua mesmo! Então eu li e parei, li e parei umas três vezes. Da última vez eu parei da página 700. Vamos acompanhar.

Já as de Paul McCartney e da Maria Antonieta eu ainda não li nadinha de nada. Paul é meu beatle preferido e eu não resisti a compra, mas ainda não consegui ler. Já a da Maria Antonieta eu ganhei de presente, só porque estava querendo muito depois de ter assistido o filme da Sofia Coppola com a Kirsten Dunst. Adoro histórias de realeza, gente! 
Comunicação a todo instante!
Comunicação. Porque é isso que eu faço da vida, ou pretendo fazer. Como estudante de Jornalismo é claro que na minha estante tem livros teóricos, pesquisas, semiótica, linguagem jornalística e jornalismo literário. Até um pouco de design tem.
Dan Brown, religião, polêmica
Da Vinci, Igreja, judeus, palestinos... Dan Brown é figurinha repetida e conhecida. Dos quatro livros dele aí eu só li Anjos e Demônios e O Código da Vinci. Os outros dois eu comprei há poucos meses e nem sei direito do que se trata mas, bem, ainda tem muito livro na fila! O outro livro é O Último Testamento, de Sam Bourne. Achei bem parecido com Dan Brown nessa coisa de cutucar a ferida das religiões e nesse caso ele fala dos conflitos em Israel. Gente, fala até Second Life nesse livro!
Horror books!
Terror (ou não). Bram Stoker marcando presença na estante! E em duas versões, além do livro Drácula também tem uma graphic novel, que eu ganhei de presente. Bram Stoker é foda e samba na cara da Stephenie Meyer (quem não?) mesmo. Isso que é vampiro!

Além disso tem a coleção A Casa do Pesadelo, de Diane Hoh, que marcou minha pré-adolescência. São várias historinhas passadas em uma universidade, todas com um tom meio macabro. Além de A Iniciação e Desejos Macabros eu já li mais Bela Gentileza e A Sonâmbula da coleção, mas esses dois últimos evaporaram da minha estante. Um dia eu compre de volta e ainda leio os outros títulos da coleção! São livros pequenos, de ler em um dia, mas tem uma trama bem armada. Prende o leitor e é isso que importa. 

Para fechar a remessa, tem o clássico O Exorcista que eu ainda não li, mas está guardadinho, e Orgulho e Preconceito e Zumbis, que é o que tira a credibilidade da sessão terror, só porque está mais para uma grande comédia. Mas tem zumbis, comilanças de cérebro e cabeças cortadas, então tá valendo.
Saramago e Nabokov
Vamos fingir que eu sou séria. Ensaio Sobre a Cegueira é um livro fan-tás-ti-co. Saramago fez por merecer esse Nobel de Literatura. Não vamos mentir, não é uma leitura fácil. Saramago tem um estilo muito próprio de escrever, o que inclui mínima utilização de parágrafos e pontuações no livro. Mas vai com fé, vale a pena. Uma epidemia de cegueira branca cai sobre a cidade, o que acaba extraindo das pessoas os seus instintos mais naturais e selvagens. O ser humano como um animal. Enquanto eu estava lendo acabei sonhando um dia que era um dos personagens do livro, mais especificamente A Mulher do Médico, que é a única pessoa que não pega a doença e só ela é capaz de ver o caos em que tudo se transformou. 

O outro é Lolita, de Vladimir Nabokov. Ganhei de presente da Thamy no ano passado mas ainda não li. Só sei que é um clássico da literatura russa. Está na fila!
Um pouco de magia
Fechando o segundo post da série, uma parte muito importante da minha estante. O toque de magia que não me deixa esquecer de sonhar e muito menos abandonar a criança que existe dentro de mim. 

Frances Hogdson Burnett, eu te amo! O Jardim Secreto (que está emprestado) e A Princesinha com certeza vão ficar marcados na minha vida pra sempre! Narrativas lindas, histórias encantadoras, personagens apaixonantes, ensinamentos gentis e tudo isso com um toque da longínqua, estranha e mágica Índia! De verdade, Mary Lennox e Sara Crewe são pedacinhos de mim. Ah, e as adaptações para o cinema, apesar de algumas mudanças, também são magia sem fim. Ainda quero ler O Pequeno Lorde, aceito de presente!

Alice, O Pequeno Príncipe e O Mágico de Oz  dispensam apresentações. Infância, sonhos, magia, simplicidade, valorizar as pequenas coisas. Aprendi um pouco com cada um de vocês. Quanto à Pollyanna, com ela eu aprendi o Jogo do Contente. Confesso que nunca levei super à sério que nem ela, mas valeu para ver o lado bom das coisas. E o Roald Dahl também é outro lindo, com A Fantástica Fábrica de Chocolates. Eu quero morar na fábrica Wonka! Além desse ele também tem Matilda, que eu nunca li, nunca comprei, mas amo aquele filminho de Sessão da Tarde com todo o meu coração.

Essa foi a segunda parte da minha estante, da minha prole, dos meus filhos. Só vai ter mais um post além desse, promessa! 

terça-feira, 26 de julho de 2011

End Of An Era

Quinze de julho de 2011. Fim de uma era.

Como descrever tudo que eu senti na estréia de Harry Potter e as Reliquias da Morte Parte 2, nos dias que a antecederam e nos dias (e na vida toda) depois dela? Não dá, simplesmente. Porque nem eu entendi direito o que aconteceu comigo.

Toda a bipolaridade antes da estréia. Quero que chegue logo, quero que demore mais um ano, quero voltar para 2001 e viver tudo de novo. E fui me preparando, avisando todos da minha hiperatividade incontrolável que viria no dia da estréia (assim como das outras vezes), aceitando que ia desidratar de tanto chorar com tudo que aconteceria nessa segunda parte do filme. E aí veio a surpresa.

Hiperatividade? Que nada. Na fila, começou a cair a ficha de que era o último. A última vez que eu iria sentir aqueles sentimentos. A última chance de sentar no chão do cinema por horas a fio rodeada de amigos para esperar o que esperávamos a meses, mesmo que depois saíssemos todos xingando o roteirista. O último encontro com meus melhores amigos do mundo inteiro, aqueles que cresceram junto comigo e com quem eu aprendi a ser quem eu sou. Quieta, na fila, as lágrimas vieram. E eu abraçava cada amigo que fiz graças à esse mundo. Amigos com quem eu consegui uma amizade tão verdadeira quanto Harry, Rony e Hermione. O fim estava incomodantemente próximo e eu não aguentaria o choque.

Então o rosto de Lord Voldemort apareceu na tela, gigante, sem aviso, e as lágrimas para as quais eu tinha me preparado fugiram. Choque. Sem reação. Sentimentos indefiníveis. As pessoas ao redor choravam, soluçavam, ficavam sem fôlego. E eu ali, olhando para a tela, afundada na poltrona. Como o fim poderia ter chegado? Nenhuma lágrima derramada durante o filme, e depois, só muitos abraços nos amigos potterianos. Não chorar não significava que eu sentia menos, que não doía. Ao contrário, acho que a dor foi tão grande que ficou entalada. E ainda está presa, latente.

Uma vida. E nada mais será o mesmo. Não porque seja um fim, porque não é. Não quero acreditar que seja, não vou deixar que seja e, por isso, não vai ser. A magia sempre vai existir. "Nós perdemos Harry esta noite. Mas ele não se foi. Está aqui, em nossos corações", disse Neville, e sim, ele está. E no meu estará para sempre, em um lugar inantigível, inabalável, insubstituível. Devo quem sou à Joanne Kathleen Rowling. Ela me ensinou muitas coisas que o mundo parecia estar esquecendo, e não só à mim, mas à toda uma geração. O valor e a importância da amizade, lealdade, coragem e, acima de tudo, do amor. Não estranhe se o mundo melhorar, nem que seja só um pouquinho, na próxima década. JK é responsável por uma geração que aprendeu coisas simples, mas importantes, que com certeza devem fazer a diferença.

Harry Potter vai fazer parte de mim para sempre. Sempre terei um sorriso ao lembrar do menino magricela de óculos e testa rachada, da cdf sangue-ruim de cabelo volumoso e do ruivo traidor do sangue, sardento e de vestes de segunda mão. Sempre que eu quiser fugir do mundo terei várias chaves de portais em casa, encontradas em qualquer lugar entre "Sr. e Sra. Dursley eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado" e "Tudo estava bem".

Digo com o maior orgulho e felicidade do mundo que, sim, eu acompanhei Harry até o fim. Malfeito feito, sou pottermaníaca até a alma.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sonhos escorrendo pelo ralo


Algumas coisas me fazem perceber que eu sou a única responsável por alcançar meus sonhos, desde os menores até os que me fazem voar alto. Não tenho nenhuma ajuda, nem daquelas pessoas que deveriam ser amigas, compreensivas e incentivadoras. Mas o pior é quando, além de não contribuírem, puxam o meu pé.

Me sinto inútil, incapaz. Meus sonhos e aspirações são jogados no chão e pisoteados sem razões coerentes e verdadeiras. Tudo escorre pelo ralo, empurrados por desinteresse e falta de compreensão.

Eu tenho o maior comprometimento do mundo com os meus sonhos. Agarro-os com toda a força e tento seguir em frente com eles. Mas um buraco de raiva se abre dentro de mim toda vez que alguém diz que eu sou pequena demais para isso. Não, não sou. Vocês que estão baixo demais para me verem voando alto.

Porém, um dia eu vou ter força e independência para correr atrás dessas aspirações. E vou ser muito feliz mesmo, quando puder mostrar para quem não acredita em mim onde eu pude chegar e o que eu alcancei.

O céu com diamantes.

Imagens: we♥it

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Meus sonhos ou meu amor?

Não tenho um ou dois sonhos. Tenho vários. E eu tenho muitas coisas para concretizar antes dos 30, antes dos 50, antes dos 80 e antes de morrer. Morar na Inglaterra, estudar Arte em Oxford, ajudar em uma missão do Greenpeace e conscientizar o mundo (ou parte dele) da sua auto-destruição.

E se de repente eu me apaixonasse justamente quando estivesse prestes à arrumar minhas malas para Oxford? E se eu encontrasse um grande amor? Eu largaria meu sonho? Acho que não.

O amor é lindo e tudo mais, mas se esse alguém realmente me amasse me entenderia.

Eu não abandonaria um grande projeto por uma paixão avassaladora, um amor sem fim, pois até hoje, não acredito no amor sem fim. Um dia iria acabar, alguém sairia magoado, ou seríamos apenas grandes amigos, ou somente conhecidos. Nesse momento eu ia olhar para trás e me arrepender profundamente de não ter continuado a minha vida, de ter perdido uma oportunidade porque eu havia me apaixonado. Resmungaria e xingaria minha imagem no espelho. Perdi.

Então, querendo evitar tudo isso, eu não abriria mão dos meus sonhos por um grande amor. A vida é feita de amores e decepções. Até mais decepções que amores, então porque largar tudo por causa de um? Depois eu encontraria outro e seria feliz...

Pauta para o TDB: Vocês abririam mão de um projeto de vida para viver uma história de amor? Ou melhor: vocês mudariam o rumo de suas vidas para seguir as ordens do coração?

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Ah, sigam o @TudoDeBlog no twitter! E eu também, ué.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Finalmente o que eu esperava ansiosamente por muito tempo aconteceu: passei em jornalismo, baby! Em, 3º lugar! Com 9,5 na redação! UHULL - OK, agora sem exibicionismos.
Tantas coisas aconteceram antes disso... Fiquei dias aflita tendo que decidir entre um sonho e outro, com medos das coisas não darem certo. Chorei, resmunguei, conversei com meu espelho e com meu cachorro, mas eu tive um final(ou começo!) feliz. Vou estudar na faculdade que eu queria, continuar com os grandes sonhos do grupo de teatro, estudar inglês, depois francês, talvez ballet e me preparar psicologica e financeiramente para um possível intercâmbio. A Rainha que me aguarde!
Hoje vou fazer minha matrícula(!)na universidade e dei um passeio pelo campus. A biblioteca é linda, grande e absoluta(!!)e tem uma estrutura gigante em laboratórios para Comunicação Social: TV, rádio e jornal.(!!!)Tô feliz com o que me aguarda, mesmo.
Algumas pessoas desafortunadas tentam estragar meus sonhos, botando grandes barreiras em tudo e dizendo que eu quero demais. UMA OVA. Eles que são pequenos demais para alcançar altos vôos. e como eu estou lá em cima, tão longe, eu que pareço pequena aos seus olhos. Coitados.
Tanto faz. Sabem de uma coisa? Eu tô pouco ligando pra isso. Eu sei o que eu quero, eu vou em frente e tentar, e vou conseguir. Seguir um caminho não desejado pelos meus pais, longe do Direito e da Medicina: Jornalismo, Arte, História... conhecimento. E farei o que puder para passar esse conhecimento adiante. Essa é a minha vida.
Aliás, acho que já estou falando demais.