domingo, 11 de março de 2012

Na estante - Parte II

Cá estou para mostrar mais uma fatia da minha estante para vocês. Mas eu juro que dessa vez eu vou tentar falar menos.
Biografias
Primeiro, a parte biográfica. A dos Beatles é uma coisa gigante que mais de mil páginas que eu comprei há uns três anos juntando todas as economias de uma vida inteira. Mas é linda! Só que o problema é justamente esse: é grande demais. Daí eu não posso andar com ela na mochila para todo o canto, então é um livro de só se ler em casa e isso atrasa a minha leitura dele, porque onde eu mais leio é no ônibus e na rua mesmo! Então eu li e parei, li e parei umas três vezes. Da última vez eu parei da página 700. Vamos acompanhar.

Já as de Paul McCartney e da Maria Antonieta eu ainda não li nadinha de nada. Paul é meu beatle preferido e eu não resisti a compra, mas ainda não consegui ler. Já a da Maria Antonieta eu ganhei de presente, só porque estava querendo muito depois de ter assistido o filme da Sofia Coppola com a Kirsten Dunst. Adoro histórias de realeza, gente! 
Comunicação a todo instante!
Comunicação. Porque é isso que eu faço da vida, ou pretendo fazer. Como estudante de Jornalismo é claro que na minha estante tem livros teóricos, pesquisas, semiótica, linguagem jornalística e jornalismo literário. Até um pouco de design tem.
Dan Brown, religião, polêmica
Da Vinci, Igreja, judeus, palestinos... Dan Brown é figurinha repetida e conhecida. Dos quatro livros dele aí eu só li Anjos e Demônios e O Código da Vinci. Os outros dois eu comprei há poucos meses e nem sei direito do que se trata mas, bem, ainda tem muito livro na fila! O outro livro é O Último Testamento, de Sam Bourne. Achei bem parecido com Dan Brown nessa coisa de cutucar a ferida das religiões e nesse caso ele fala dos conflitos em Israel. Gente, fala até Second Life nesse livro!
Horror books!
Terror (ou não). Bram Stoker marcando presença na estante! E em duas versões, além do livro Drácula também tem uma graphic novel, que eu ganhei de presente. Bram Stoker é foda e samba na cara da Stephenie Meyer (quem não?) mesmo. Isso que é vampiro!

Além disso tem a coleção A Casa do Pesadelo, de Diane Hoh, que marcou minha pré-adolescência. São várias historinhas passadas em uma universidade, todas com um tom meio macabro. Além de A Iniciação e Desejos Macabros eu já li mais Bela Gentileza e A Sonâmbula da coleção, mas esses dois últimos evaporaram da minha estante. Um dia eu compre de volta e ainda leio os outros títulos da coleção! São livros pequenos, de ler em um dia, mas tem uma trama bem armada. Prende o leitor e é isso que importa. 

Para fechar a remessa, tem o clássico O Exorcista que eu ainda não li, mas está guardadinho, e Orgulho e Preconceito e Zumbis, que é o que tira a credibilidade da sessão terror, só porque está mais para uma grande comédia. Mas tem zumbis, comilanças de cérebro e cabeças cortadas, então tá valendo.
Saramago e Nabokov
Vamos fingir que eu sou séria. Ensaio Sobre a Cegueira é um livro fan-tás-ti-co. Saramago fez por merecer esse Nobel de Literatura. Não vamos mentir, não é uma leitura fácil. Saramago tem um estilo muito próprio de escrever, o que inclui mínima utilização de parágrafos e pontuações no livro. Mas vai com fé, vale a pena. Uma epidemia de cegueira branca cai sobre a cidade, o que acaba extraindo das pessoas os seus instintos mais naturais e selvagens. O ser humano como um animal. Enquanto eu estava lendo acabei sonhando um dia que era um dos personagens do livro, mais especificamente A Mulher do Médico, que é a única pessoa que não pega a doença e só ela é capaz de ver o caos em que tudo se transformou. 

O outro é Lolita, de Vladimir Nabokov. Ganhei de presente da Thamy no ano passado mas ainda não li. Só sei que é um clássico da literatura russa. Está na fila!
Um pouco de magia
Fechando o segundo post da série, uma parte muito importante da minha estante. O toque de magia que não me deixa esquecer de sonhar e muito menos abandonar a criança que existe dentro de mim. 

Frances Hogdson Burnett, eu te amo! O Jardim Secreto (que está emprestado) e A Princesinha com certeza vão ficar marcados na minha vida pra sempre! Narrativas lindas, histórias encantadoras, personagens apaixonantes, ensinamentos gentis e tudo isso com um toque da longínqua, estranha e mágica Índia! De verdade, Mary Lennox e Sara Crewe são pedacinhos de mim. Ah, e as adaptações para o cinema, apesar de algumas mudanças, também são magia sem fim. Ainda quero ler O Pequeno Lorde, aceito de presente!

Alice, O Pequeno Príncipe e O Mágico de Oz  dispensam apresentações. Infância, sonhos, magia, simplicidade, valorizar as pequenas coisas. Aprendi um pouco com cada um de vocês. Quanto à Pollyanna, com ela eu aprendi o Jogo do Contente. Confesso que nunca levei super à sério que nem ela, mas valeu para ver o lado bom das coisas. E o Roald Dahl também é outro lindo, com A Fantástica Fábrica de Chocolates. Eu quero morar na fábrica Wonka! Além desse ele também tem Matilda, que eu nunca li, nunca comprei, mas amo aquele filminho de Sessão da Tarde com todo o meu coração.

Essa foi a segunda parte da minha estante, da minha prole, dos meus filhos. Só vai ter mais um post além desse, promessa! 

terça-feira, 6 de março de 2012

Existe vida Além-Potter!

Que eu sou pottermaníaca não é novidade nenhuma. Mas dessa vez eu juro que não vim falar de Harry Potter, apenas do elenco que estreou na saga e agora não para mais! Sim, nossos queridos amigos bruxinhos cresceram e agora são gente grande, talentosa e requisitada. Para começar, vamos falar daquele que deu corpo ao nosso querido Testa Rachada (mesmo tendo olhos azuis, e não verdes, como reza Saint Rowling): Daniel Radcliffe!
Daniel Radcliffe como Arthur Kipps, em The Woman In Black
Na semana passada eu fui assistir o Daniel pela primeira vez fora de Harry Potter, em The Woman In Black. É um filme de terror na época vitoriana, bem bonitinho. Digo, figurino, cenários, fotografia. Adoro as cosias dessa época e adorei tudo. Daniel é um advogado que precisa ir pra um vilarejo no interior da Inglaterra para organizar as papeladas de uma família que morreu e ele tem que passar várias horas sozinho em uma mansão isolada de tudo, numa ilha onde só é possível chegar quando a maré está baixa. E é claro que essa mansão é bem abandonada e mal-assombrada! As crianças da cidade começam a sofrer mortes estranhas e violentas, e é tudo culpa da tal da Mulher de Preto. No meio do filme eu gritava "Daniel, faz um círculo de sal e fica dentro! Parece que nunca viu Supernatural!". Como filme de terror, não funcionou pra mim. Eu só fiz rir a sessão inteira, mas não sei se foi da cara das minhas amigas que estavam se tremendo de medo do lado ou pelo fato de não conseguir me assustar com o Daniel.

O cavalo e seu Daniel, em Equus
Mas esse não foi o primeiro trabalho de Daniel fora da pele daquele bruxo magricela. Foi apenas o primeiro que eu vi já que, confesso, nunca fui muito fã do Daniel como ator.

Daniel já tentou se livrar da imagem do Harry antes da saga terminar. Em 2007 ele estreou nos palcos com a peça Equus onde ele ficava nu em cena e contracenava com um cavalo! Não me perguntem mais nada, só sei isso.

Daniel em My Boy Jack
Além desses trabalhos, Daniel tem um filme com cara de Sessão da Tarde chamado December Boys. E um outro envolvendo a 2ª Guerra Mundial onde ele cultiva um bigodinho de Hitler, o My Boy Jack. Ultimamente ele se aventurou na Broadway em no musical How To Succed In Bussiness Without Really Trying do qual eu só digo uma coisa: Daniel cantando. Não confio.

Mudando de estrela potteriana, Emma Watson  tem tido uma sorte bem maior que o seu coleguinha. Uma de suas aventuras além-potter acabou se tornando um dos meus filmes favoritos: Ballet Shoes. A história é de três órfãs que foram adotadas nas mais variadas situações por um paleontólogo e acabaram ganhando um sobrenome bem peculiar: Fossil. Ah, e esse paleontólogo não é interpretado ninguém menos que Richard Griffiths, o tio Válter Dursley! Adoro como esse elenco lindo britânico vive se encontrando. Mas, voltando ao filme, Pauline (Emma), Petrova e Posy acabam enfrentando várias dificuldades financeiras tem que entrar em uma academia de dança para estudar, trabalhar e ganhar dinheiro. Para Pauline e Posy está tudo lindo, já que sonham em serem atriz e bailarina, respectivamente. Mas e como fica Petrova, que quer ser aviadora, mas mesmo assim tem que se vestir de Semente-de-Mostarda para a montagem de Sonhos de Uma Noite de Verão?
As irmãs Fossil, de Ballet Shoes
Emma Watson e Logan Lerman
Emma também protagonizou o filme As Vantagens de Ser Insisível ao lado de Logan Lerman (é, gente, o Percy Jackson), que está em pós-produção e deve estrear ainda em 2012. Parece ser tão bonitinho e já me disseram que o livro é lindo. Quero ler e assistir!
Emma, em Sete Dias com Marilyn


Ela também está no elenco do aclamado e indicado ao Oscar Sete Dias com Marilyn. Além disso Emma vai protagonizar uma adaptação de A Bela e a Fera com a Disney, dirigida por Guillermo Del Toro (O Labirinto do Fauno). Respira, inspira. Mais uma coisa pra Emma: ser a estrela do próximo filme de Sofia Coppola. Agora, qual é, ninguém sabe!

Diz aí se não é coisa de Hermione essa vida da Emma?

Para finalizar, vamos falar do ruivo mais lindo desse mundo: Rupert Grint! Desculpem-me. Tenho um tombaço por ele, me aceitem.
Rupert Grint como Malachy, em Cherrybomb
Posso falar sinceramente? Dos três, Rupert é em quem eu mais confio como ator. Ele tem um potencial cômico fantástico que é extremamente explorado com Rony Weasley, mas ele também consegue trazer uma carga dramática respeitável à cena. Todos se levantam e aplaudem de pé quando Rony está encapetado com o Medalhão de Slytherin em Relíquias da Morte II.

Em Cherrybomb, Rupert é Malachy McKinney, um adolescente que vira seu mundo completamente de cabeça pra baixo e perde todos os limites em um verão enlouquecido. Drogas, álcool, sexo e violência. Tudo isso misturado tem que ter as suas consequências, não? E tem. É só assistir Cherrybomb, com o Rupert-gato com esse topetinho do Malachy para descobrir.


Rupert Grint e Julie Walters
em Driving Lessons
Já em Driving Lessons, Rupert atua ali, coladinho com a linda da Julie Walters! Sim, nossa querida Sra. Weasley é uma dessas divas do teatro e do cinema inglês e está ali para dar um toque especial no filme.

Nesse filme, Rupert é Ben Marshall, uma criatura bem diferente do Malachy. Um adolescente reprimido que cresceu em um ambiente conservador. Ben finalmente aprende umas boas lições de vida quando conhece a atriz Evie Walton (a Julie!).
Rupert em Into The White

Rupert também vai estrelar um filme sobre a 2ª Guerra Mundial, que se passa na Noruega, chamado Into The White. O filme deve estrelar esse ano, mas eu desconfio que vai ser daqueles esquecidos que ninguém nem ouve falar e que é uma luta até pata encontrar para download. Mas eu continuo confiando no talento do ruivo!

Claro que muitos outros atores da saga Harry Potter fazem sucesso por aí. O elenco mais velho é só gente digníssima, como as divas Maggie Smith (Minerva McGonagall) e Helena Bonham Carter (Bellatrix Lestrange), Sir Michael Gambon (Albus Dumbledore), Ralph Fiennes (Lord Voldemort) e o lindo do Alan Rickman (Severus Snape), além dos indicados ao Oscar 2012, Gary Oldman (Sirius Black) e Kenneth Branagh (Gilderoy Lockhart). Mas esses aí são luxuosos e conhecidos demais, dispensam apresentação. Ou se precisassem, seria pelo menos um post para cada!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Na estante - Parte I

Eu vivo falando que sou leitora dedicada, vivo com um nariz enfiado num livro, vivo atualizando meu skoob e comprando mais e mais livros descontroladamente. Mas acho que vocês bem que poderiam conhecer um pouco do que tem na minha estante, não é?

Por isso tirei os livros das prateleiras e fui arrumando eles, tentando organizar um lógica entre eles para que eu pudesse apresentá-los para vocês. Tem vários que eu ainda não li e provavelmente vou precisar de mais umas três vidas para ler tudo o que eu quero. Mas a gente vive como pode. Então, segue a primeira parte da minha estante!
Pottermania. Incurável.
Claro que o primeiro a aparecer tinha que ser Harry Potter. Aquele que influencia a minha vida, que fez eu ser quem eu sou, que me deu muitos amigos reais, virtuais e fictícios. Quem fez a minha mania de leitura triplicar e aprender a importância da amizade, lealdade e amor. E a inspiração pro nome do blog!

Na estante, toda a série da tia J.K. Rowling (menos a Luisa o livro 7, que está emprestado), mais livros originais da tia Jo, como Os Contos de Beedle, o Bardo, Quadribol Através dos Séculos e Animais Fantásticos e Onde habitam. Além desses tem Harry Potter e a Filosofia, que é uma compilação de artigos científicos que analisam a série, desde Psicologia até Comunicação. Também tem Harry e Seus Fãs, que foi um livro escrito por uma super-fã de HP, Melissa Anelli. Ela é webmistress de um dos maiores fansites da série, o Leaky Cauldron, e faz parte da equipe do Pottermore. A jornalista mais invejada do mundo potteriano teve várias entrevistas loongas e exclusivas com a J.K. e conta no livro a trajetória da série, como esse fenômeno cresceu, histórias de fãs, o que eles faziam pelos seus amados personagens e tudo isso através do seu próprio ponto de vista. Ela conta a trajetória da série como uma fã que vivei tudo, desde o início, de forma intensa e apaixonante.

Para terminar essa sessão tem A Magia do Cinema e Das Páginas Para A Tela, que são dois livros lançados oficialmente em parceria com a Warner Bros. que conta o processo de adaptação dos livros e como tudo foi construído. É aquela coisa linda de saber os bastidores e o tanto de gente e detalhes envolvidos em tudo.  
Chick lit!
Livros de menininha. Pra quem cresceu abraçada com Mia Thermopolis como eu, Meg Cabot é a diva-mor desse tipo de literatura. São aqueles livros que fazem você se identificar com as personagens e os problemas pelos quais elas passam no livro, só para depois todas encontrarem um amor lindo, um cara perfeito, um romance dos sonhos. Nessa hora a gente se toca que é só literatura e faz força pra não acreditar que é de verdade, se não a pode fica a vida inteira à espera do Michael Moscovitz.

Além da série O Diário da Princesa (que eu não tenho completa, mas aceito presentes), já li vários outros livros da Meg, sendo a maioria emprestados ou digitais. Meu sonho azul é, um dia, ter toda a bibliografia dela. Outros livros completam a sessão, entre eles o Lonely Hearts Club, de Elizabeth Eulberg, um livro que me encantou assim que eu li o nome, e mais ainda com a capa e a sinopse. O livro é uma referência literária chick lit aos Beatles! Morri, comprei na hora, li e adorei!
Joisten Gaarder e sua filosofia

Joisten Gaarder é um lindo! O Mundo de Sofia é uma história linda que aproveitara para, no meio, contar a história da filosofia. Ganhei meu exemplar com 15 anos, justo quando estava começando a estudar filosofia e é claro que fiquei fascinada. É um livro que muita gente ama, e muita gente odeia. Eu amo e morro de vontade de arrumar um tempo para relê-lo.

O outro livro, O Dia do Curinga, eu comprei há pouco tempo e quando comecei a ler não parei mais. Uma narrativa instigante, tocante, que ensina muita coisas sobre a vida e continua sendo um pouco filosófica, mesmo sem fazer nenhuma referência direta à Sócrates e seus amigos. Um daqueles livros que dá uma sensação de vazio enorme dentro da gente quando acaba. Fascinante. Sou louca para ler outras obras dele também.

O Mochileiro das Galáxias. A literatura nerd.
Para finalizar, vamos à cota nerd na minha estante. Douglas Adams e sua trilogia de cinco. O Mochileiro das Galáxias é uma série de aventuras incríveis pelo universo e cheias de física, química e todas essas coisas difíceis que eu escolhi não saber quando estava no Ensino Médio. É claro que não precisa ser formado em Astrofísica para aproveitar a leitura, mas tenho certeza de que deve ser bem mais interessante dessa forma. Com a série eu só fiz acreditar mais ainda que o universo é grande e rico demais para nós sermos egoístas o suficiente e achar que só tem vida na Terra!

Isso é uma porção da minha estante querida. Os livros ainda não acabaram, mas, eu vou apresentando o restante deles depois, em outros posts. Por que se não isso aqui fica gigante e ninguém tem nem coragem de ler, né?

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Marina, de Carlos Ruiz Zafón

"Marina me disse um dia que a gente só se lembra do que nunca aconteceu."
Barcelona, um internato, mansões antigas e com aquele ar de mistério do abandono e personagens com histórias surpreendentes e envolventes. Uma mistura de suspense, mistério, sobrenatural e sofrimento humano.

Óscar Drai é o nosso narrador e guia nessa história. Ele estuda em um internato e vive fazendo suas fugas para passear pelas ruas de Barcelona e respirar suas horas de liberdade. Numa dessas escapadas ele acaba entrando na vida de Marina Blau e seu pai, Gérman. Os dois vivem em uma daquelas mansões aparentemente abandonadas da cidade e completamente isolados do resto das pessoas, vivem em um mundo só deles. Óscar, que se sentia deslocado no mundo onde vive, acaba encontrando ali um local onde se sente bem e faz deles a sua própria família.

O livro me lembra muito outra obra bastante conhecida em suas adaptações nos palcos e nas telas: O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux.


O modo como os personagens se envolvem em um mistério que vira praticamente uma lenda urbana lembra muito a história do Fantasma. Suas vidas são viradas completamente do avesso e eles acabam vestindo uma aura sobrenatural, mas, no final, são todos humanos, só que com histórias, medos, angústias e traumas muito maiores que a maioria dos mortais. E o modo como somos sugados para dentro dos livros tentando montar todo o quebra-cabeça para explicar os mistérios no final são bem parecidos. O tempo todo eu só lembrava de ter sentido as mesmas coisas nas últimas páginas de O Fantasma da Ópera. E deu uma vontade de reler sobre minha soprano preferida, Christine Daae!


Marina foi o primeiro livro de uma série que começa agora: Os Livros Viajantes! Esse projeto envolverá quatro blogueiras (Thamires Marinho, Jade Amorim, Jeniffer Yara e moi) que irão tirar os livros de suas estantes e deixá-los fazer uma viagem sob a responsabilidade dos Correios para a estante das outras. A ideia começou comigo e Thamy e foi quando ela me mandou Marina. Depois que eu recebi o livro e vi que ele já tinha passado pelas mãos da Jade, ela também se interessou pela ideia e juntas chamamos a Jeniffer para se unir à nós!  O que queremos com isso é ter acesso a tipos diferentes de literatura, outros autores e novas obras, economizando dinheiro, já que livro nesse país é uma coisa cara, e dando uma história aos nossos livros. Cada uma de nós tem a responsabilidade de fazer uma resenha de cada livro lido neste projeto. E aí, o que acham?
Marina, de Carlos Ruiz Zafón;
Direto da estante da Thamy.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O livro viajante

Sou fascinada por leitura. Sempre estou com um livro na mochila, lendo no ônibus, no carro, enquanto ando na rua. Todo mundo diz que qualquer dia eu vou tropeçar lindamente na rua por essa minha mania, mas que nada! Eu já aprimorei minhas técnicas.

Então, não satisfeita em ter pelo menos 15 livros à espera de serem lidos na minha estante, eu saio emprestando livros das estantes do meus amigos. Desse jeito eu nunca vou conseguir ler todos os meus! Mas é incontrolável. Só quem tem essa mania de leitura entende.



Dessa vez o empréstimo veio mais de longe. De outra cidade, outro estado, outra região do país. Diretamente de Brasília eu recebi aqui em Belém um empréstimo especial: Marina, de Carlos Ruiz Zafón. O livro veio da estante da Thamy

Ela fez uma resenha do livro no blog dela (que vocês podem ler aqui) e insistiu que eu deveria ler. O tal do Zafón deve ser bom, então. Eu nunca li uma obra dele, então vamos acompanhar.
Outra coisa que fez o empréstimo mais especial ainda e que eu só descobri quando abri o pacote, é que ele já tinha passado antes pelas mãos de outra colega blogueira, a Jade Amorim. O livro foi presente de amigo secreto para a Thamy. Uma coisa meio três amigas e um livro viajante!
"Poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente
abre caminho ao seu coração." Da sua A.S., Jade Amorim
Por tudo isso, Marina furou a fila da minha estante e agora está em primeiro lugar, para ser devorado logo depois que eu terminar de ler Praticamente Inofensiva, o último volume da série O Mochileiro das Galáxias!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Feliz aniversário de todos nós pra tu!



Hoje, 6 de fevereiro de 2012, o blog faz 4 anos. No dia 06/02/2008 eu vim aqui, com toda a minha adolescência aos 15 anos fazer um blog e contar a minha vida para quem quisesse ouvir. Reclamar da vida, dos professores, do ensino médio. E, ah, não era o meu primeiro blog! Venho criando e deletando blogs desde os meus doze anos, até que finalmente finquei o pé nesse e aqui fiquei.

Nesses quatro anos nós vivemos muita coisa juntos. Só para assinalar que em 2008 o blog tinha outro nome, era o Fairy Poison. Só que o fato é que eu sempre quis esse nome nada pequeno que ele tem hoje, mas o problema era exatamente esse: achava ele grande demais. Até que eu criei coragem, mudei o nome e eis o Veneno de Fada Mordente. 


Em 2009 eu entrei no time de blogueiras do Tudo de Blog, da revista Capricho, o que foi uma experiência ótima! Mesmo o projeto tendo acabado no ano seguinte, eu conheci muita gente linda, legal, inteligente que continua junto comigo, sem perder o contato e tentando fazer coisa boa. Em 2010 fizemos a revista feminina digital No Divã que, por conta de alguns problemas internos, acabou-se em algum tempo. Mas agora só tenho uma coisa a dizer: respirem fundo e esperam! A No Divã tá tomando novas formas!


Claro que no meio desse tempo teve muitos hiatos de produção, tempos que eu fiquei sem atualizar nada. Ano passado foi o maior exemplo de tudo isso: no ano todo eu tive três posts! Entretanto, nunca tive coragem de deletar o blog. Ele carrega memórias e peso afetivo. Pode até criar teias de aranhas, mas lá um belo dia eu venho e limpo tudo. Foi o que aconteceu agora em 2012, não?

Quatro anos. E se eu for ler os meus textos de dois anos atrás eu já vou morrer de vergonha e querer enfiar a cabeça em um buraco, mas deixa lá. É memória, não? Minha, de mais ninguém, mas de alguma forma elas importam. Só espero que Veneno de Fada Mordente não tenha data de validade. Ou, caso tenha, que ainda esteja bem longe desse prazo.


Obrigada a vocês por me lerem, me aturarem e todas essas coisas mais. Juro que estou tentando ser uma blogueira melhor em 2012.

Feliz aniversário, Veneno de Fada Mordente!