domingo, 3 de maio de 2009

Money we adore


Eu dizia que não era materialista. Reclamava horrores da mamãe toda vez que ela parava 10 minutos em frente a uma loja de calçados toda vez que passávamos. Por que diabos ela quer tantos sapatos, e bolsas, e roupas?
Aí minha adolescência chegou e meu consumismo fluiu. Não por roupas, bolsas e sapatos (se bem que uma sapatilha linda não cai nada mal), mas eu já deixei de me surpreender com as vezes que me perco dentro de uma livraria, e fico até mais de uma hora lá. Leio resumos, pesquiso preços, e olho, e leio, e olho, e leio... Até que eu estouro a maior parte do dinheiro que cai na minha mão neles. Ah, como o ego infla e a auto-confiança aumenta! E a outra parte que eu não gasto nos meus livros, eu me acabo em uma boa promoção de filmes. Me derreto toda ao ver aqueles clássicos lindos, os musicais mais perfeitos e filmes atuais também.
Acabei me contradizendo e hoje eu assumo: sim, sou consumista de plantão!

Pauta para o Tudo de Blog
Acompanhando "Os delírios de consumo de Becky Bloom", quem tem vezenquando crises de consumismo desenfreado? Quem mor-re-ria por uma promoção de sapatos e bolsas (ou livros, CDS, jogos, roupas, óculos, etc.)? Isso é uma fuga? É totalmente normal, afinal todo mundo precisa de um momento Becky Bloom? Quem nem se importa com isso e passa adiante na frente de qualquer vitrininha?
PS: 1h atrasada vale? ;x eu tava ocupada, quase esqueci.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Diamonds on me


Ela tinha 15 anos, e era uma menina normal. Tinha amigos, família e talvez uma tendência à hiperatividade. Corria e brincava, aproventando a infância enquanto podia, e que se danassem aqulas pessaso que olhavam-na e cochichavam "Louca...". Mas ela tinha segredos. Profundos, que escondia só com ela, à sete chaves, bem no fundo. Onde nem ela, muitas vezes, achava.
Então ela conheceu uma pessoa, que enxergou que no fundo da capa de durona insensível que ela mantinha, tinha uma garota frágil e sensível. Que poderia ver o mundo com cores mais belas. Só que a capa era muito forte. Era formada por medo, por insegurança, e até por imaturidade. Mas com as palavras mais bonitas que essa garota já tinha ouvido alguém falar, com olhares profundos, inquisidores, com a inteligência de saber tocar nos pontos frágeis do jeito certo, para ir aos poucos removendo aquela camada, ela foi mudando. E para melhor.
Hoje, essa capa ainda existe, mas bem mais fina, e vai afinando cada vez mais. E ela consegue sentir mais o mundo, sentir sentimentos mais profundos, e com mais facilidade. Mas ainda tem medos. Do que será do seu futuro e outras coisas que só ela sabe, e nem é capaz de explicar. E, embora sejam menos raras, as lágrimas que soltam ainda são difíceis de se conquistar, e ainda brilham como diamantes.

PS: Não sei como eu passei 15 dias sem postar! Acho que morri, voltei e nem percebi. Ahn? Okay, o importante é que postei.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Mestre Barba Branca

Sem visão de raio-x ou um longo uniforme colado, meu superherói só tem uma varinha, uma longa experiência de vida e um caráter admirável. Albus Dumbledore.
Sim, está escrito na minha cara que sou pottermaníaca, e Dumbledore, juntamente com outros personagens, foi quem ajudou a construir minha personalidade, meu caráter. Eu não seria quem eu sou hoje sem as suas frases sábias. E tenho certeza que ele fez o mesmo com muito mais gente.
Com ele eu soube que muitas vezes temos que escolher entre o que é fácil e o que é certo, e que é um grande triunfo enfrentar grandes desafios, quando fazemos o que é certo, para proteger o que amamos, sejam pessoas ou ideais, e que, não importa o que aconteça, a amizade verdadeira é o bem mais precioso que podemos ter. E que, apesar de eu sonhar acordada e ficar idealizando minha vida, meu futuro, eu preciso correr atrás dos meus sonhos, do que acredito. Pois, como disse meu grande herói, "não vale a pena viver sonhando e esquecer de viver".

Pauta para o Tudo de Blog
Obama? Robert Pattinson? O Papa Bento? Bart Simpson? Quem é o seu herói? E por quê? Ele existe?

terça-feira, 31 de março de 2009

FINALMENTE, Godric

Eras, morri esses dias.
Eu já tava pseudo-sem internet, só abusando do computador do meu irmão. Depois nem lá pegou. Surtei, né. Fiquei mais de um mês nesta vida bandida até que consegui minha internet, no MEU computador.
Enfim, agora estou de volta, feliz, com duas pautas para escrever pro Tudo de Blog. Espero que amanhã eu já tenha ao menos uma para postar aqui.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Um lugar onde eu não posso trazê-lo de volta

Foi tudo bastante estranho.
Quero dizer, não que eu não soubesse que isso ia acontecer, mas mesmo assim. Ver acontecer, e quando cai a ficha é tão... Ah, é indescritível.
O que aconteceu foi que meu avô materno, que já tinha seus 93 anos e era uma das pessoas mais sábias, lutadoras e admiráveis que eu já conheci, fui internado por causa de uma inflamação no pulmão e, depois de uma semana, foi transferido pra UTI. Meus tios se agoniavam, e eu travava ao ver minha mãe chorar toda vez que o estado dele piorava um pouco, ou ele passava por uma crise. E eu, quando passamos a ter aquela certeza de que estávamos só esperando a hora dele chegar, comecei a me agoniar muito. Eu nunca tinha perdido um membro tão próximo da família, e talvez eu tivesse explodido se não fosse pelo carinho e a paciência de minha amiga ao me ouvir desabafar.
Mas, no dia que minha tia ligou para a mamãe dizendo que tinham ligado e eles deviam ir para o hospital, eu sabia. No fundo, eu realmente sabia, mas logo não acreditei, e eu realmente alimentava esperanças que tivesse sido só uma crise um pouco pior que as outras, mas que fosse ficar tudo como antes. E eu tinha um compromisso na escola, com a comissão de formatura. Fiquei pertubada no colégio, até que o meu pai me ligou dizendo que iria me buscar. E enquanto eu esperava na porta do colégio eu chorei. Chorei, simplesmente. Minha amiga depois me disse que em quatro anos de intenso convívio era apenas a terceira vez que ela tinha me visto chorar, e não é de se espantar, eu não sou do tipo que chora fácil.
Abracei minha mãe, e me agoniava ao ver no velório um bando de pessoas que eu nunca tinha visto na minha vida irem lá enfiar suas caras feias para ver meu querido avô. Que diabos de importância ou presença elas tiveram na vida dele que iam lá, olhavam ele, comentavam e no canto riam, conversavam e curtiam um cafézinho?
Eu não quis ir olhá-lo. Preferi guardar as lembranças que tinha dele em vida, das suas risadas e histórias, do que ter que me lembrar para sempre de um rosto sem vida, sem nada. E quando eu entreouvi a conversa de alguém que dizia algo sobre o "corpo" eu chorei mais, e me revoltei com a situação. Droga, que meios de dizer, como se fosse apenas uma coisa empatando lugar. Ele fora um exemplo de homem e eu tenho orgulho de ser neta dele.
Sábado, dia 7, fará um vez do seu falecimento, e só agora eu tive coragem de escrever algo, ainda assim, com emoções a flor da pele. Mas eu fico feliz, por ter cessado o sofrimento dele, e ele estar num lugar melhor agora, junto com seus irmãos e pais.
Vô, obrigada por ter me dado tantos exemplos de coragem e caráter. Te amarei para sempre.

domingo, 1 de março de 2009

Tudo-de-Bloguete

Eis aqui a Fada Mordente regente e a mais nova pseudo-jornalista da Capricho.
Sim, sim, PASSEI NO TDB! E eu fiquei tão feliz. Primeiro fiquei sem ar e pálida. Depois comecei a hiperventilar. Primeiro porque eu quase perco o período de confirmação, por eu estar ausente da internet por alguns motiuvos nos últimos dias. Em breve eu contarei um deles, o que mais mexeu comigo, mas agora eu tô feliz demais pra isso. Porque, em segundo lugar, eu pretendo prestar vestibular para Jornalismo, e agora eu tenho a chance de sentir o gostinho do trabalho de uma jornalista antes da minha escolha. Me deparar em frente a pautas e prazos. E a aflição e expectativa de toda quinzena, torcendo para ter um texto publicado na própria revista.
Enfim, tô afetada demais para escrever qualquer texto agora, mas tenho um texto que eu acho que é o mais apropriado para o momento: meu texto de inscrição pro Tudo de Blog, que eu admito ter mostrado para minhas amigas e dito "Tá escroto ruim". Mas elas disseram "Tá nada, manda logo!", e eu mandei. Obrigada pelo apoio e por terem ficado tão feliz quanto eu, e entenderem o quanto isso é importante pra mim. Eis o texto:

Gulosa sem culpa
Amo comer. Besteira, é claro. Chocolates, pizzas, biscoitos e todo esse tipo de coisas que arrepiam os pelos de meninas que sofrem com dietas e tentam a todo custo manter o peso. Nunca fui gorda. Aliás, quando menor, eu era a magricelinha da turma, a "formiguinha atômica", como dizia o tio de uma amiga. Minhas amigas me condenam de ser "magra de ruim", mas eu só posso agradecer à Deus por não acumular gordura corporal. E também brigar com ele por não insistir em não me dotar de um pouco de massa nos seios.